Começa esta sexta-feira, 16, o festival que se diz ser do povo do Algarve, mais precisamente de Quarteira. Arranca a segunda edição com algumas surpresas e uma logística diferente da edição anterior.

Como já falamos aqui, este ano, o evento, que vai ter lugar nos dias 16 e 17 de agosto, vai contar com a nata da música urbana lusófona. Nomes como Allen Halloween, Branko, Eva Rap Diva, Jimmy P, Kojey Radical, M.D.A & Maskarilha, Mayra Andrade, Mina & Bryte, Mishlawi, Mundo Segundo & Sam The Kid, PEDRO, Perigo Público & Sickonce, Plutónio, Sacik Brow & Fragas, Dj Adamm, Dj Big, Dj Kwan e Progressivu compõem um cartaz diversificado e atrativo.

Ver esta publicação no Instagram

Finalmente entramos na semana mais simbólica da minha vida! @sou_quarteira 💙💙💙💙 Um sonho arquitectado com a dream team @naomig27 @miguel_mouska @minesdesign e contou com o apoio incondicional do @municipiodeloule ! Provando que Quarteira é uma cidade viva, global de uma cultura urbana e eclética 365 dias do ano! Para celebrar este movimento teremos o Festival @sou_quarteira nos dias 16 e 17 de Agosto, no Passeio das Dunas✅ Obrigado especial ao @carlao_nabatalha @brankoofficial e @sacikbrow pelo baptismo no arranque deste movimento, @claudiatmoniz por te juntares a nós na prod e @da.bernarda por trazeres o teu olhar para o cenário que nos fará viajar no tempo👊🏿 JUNTEM-SE A NÓS MEU PEOPLE de Norte a Sul de 🇵🇹 @sou_quarteira !

Uma publicação partilhada por Dino D’Santiago (@dinodsantiago) a

“No cartaz deste ano temos artistas nacionais e dois internacionais. A ideia de termos trazido artistas internacionais é para que consigamos trazer e chamar mais pessoas de fora, apesar do foco ser sempre Portugal e os artistas locais. Temos uma linhagem mais underground em termos de artistas, e isso faz parte da estrutura do festival. Porque antes de fazermos o convite a qualquer artista, vemos primeiro a projeção que o mesmo tem no mercado musical, de forma a manter o conceito do Sou Quarteira”, explicou Inês Oliveira, membro da organização, à BANTUMEN.

Está será a segunda edição do festival quarteirense, cuja edição de 2018 foi muito bem recebido pelos locais. O conceito é de um festival urbano, onde a diversidade é celebrada em cada rosto e em cada música. Diferente de outros festivais, o Sou Quarteira não tem cabeças de cartaz “para que todos sejam tratados da mesma maneira, sem diferenciar” e não tem palco principal nem secundário, para que as oportunidades sejam igualitárias, que “acaba por marcar uma diferença grande comparando com os outros festivais, sem ser premeditado, mas que fez parte do conceito do Sou Quarteira”.

Ver esta publicação no Instagram

16 – 17 Agosto @sou_quarteira

Uma publicação partilhada por Sou_Quarteira (@sou_quarteira) a

O Algarve é uma zona propícia para novos eventos e festivais, que temos visto surgir nos últimos tempos, e isso acaba por ser bom também para Quarteira. Inês sublinha que é bom para potencializar as zonas algarvias e que o “Algarve tem de ser visto não só como destino de praia mas também cultural. O objectivo do Sou Quarteira sempre foi desde o início ser um movimento social, com um plano de atividades que fosse de encontro à realidade do locais.”

E neste edição, esse plano de atividades conta com a exposição Heróis de Quarteira, em parceria com a Câmara Municipal de Loulé, e um documentário que mostra o verdadeira alma da cidade, que é muito diversificada, e que pretende acabar com o estigma que Quarteira é uma cidade perigosa, preconceito fruto dos problemas sociais e urbanísticos que fizeram machetes pelas piores razões nos anos 1980 e 1990.

Inês Oliveira sublinhou ainda que os Heróis de Quarteira são pessoas comuns como nós todos. “São pessoas anónimas que têm coragem de ir para à frente e tentam fazer algo de diferente na sociedade e que tenha impacto. Nós não escolhemos onde nascemos e Quarteira é uma cidade pequena que não tem muitas oportunidades, mas escolhemos tentar fazer alguma coisa por ela. E há essas pessoas que podemos chamar de heróis.”

A exposição pode ser vista durante os dois dias do festival, desta vez num recinto fechado e pago.

Ainda vais a tempo de comprar os bilhetes diários para o festival, que custam dez euros, e o passe de dois dias 15 euros, havendo descontos para os residentes em Quarteira.