Um grupo de jovens angolanos agendaram para este sábado, em várias províncias do país, manifestações contra o “elevado nível de desemprego” e “exigir o cumprimento da promessa” do Presidente angolano sobre a criação de 500 mil empregos.

“O objetivo é relembrar os 500 mil empregos que o titular do poder executivo, João Lourenço, prometeu aquando da sua campanha eleitoral, em 2017, e estamos na terceira edição da marcha contra o índice elevado de desemprego no nosso país”, disse à Lusa, Donito Carlos, membro da organização.

Segundo a organização, além de Luanda, capital angolana, a marcha contra o elevado nível de desemprego, agendada para manhã de sábado, 24 de agosto, que deve juntar estudantes e ativistas, vai decorrer igualmente nas províncias de Malanje, Bengo, Cuanza Norte, Lunda Norte, Uíje e Benguela.

Em 22 de julho de 2017, em plena campanha eleitoral para as eleições gerais de agosto, em Angola, João Lourenço, atual chefe de Estado, prometeu que, numa só legislatura, irai conseguir criar pelo menos meio milhão de empregos, reduzir um quinto à taxa de desemprego de 28,8% segundo os mais recentes dados do INE, referentes a 2018.

Donito Carlos considera “legítima” a exigência dos jovens sobre o cumprimento da promessa eleitoral de João Lourenço, “porque como sabemos em Angola há um índice elevado desemprego e queremos fazer lembrar aos gestores públicos que o emprego é importante para a vida das pessoas e que o desemprego marginaliza”.

A marcha contra o “elevado nível de desemprego” em Angola, agendada para sábado, será a terceira, sendo que em 2018, os jovens saíram à rua por duas vezes com o mesmo propósito.

Em abril passado, o Presidente angolano, João Lourenço, aprovou em decreto o Plano de Ação para Promoção da Empregabilidade (PAPE) que disponibiliza 58,3 milhões de euros para promover o emprego, que “deverão ser criados e absorvidos pelo setor produtivo da economia”, para dar cumprimento à promessa feita em 2017.

A verba de 58,3 milhões de euros será proveniente do Orçamento Geral do Estado (OGE) e do Fundo de Petróleo.

Para o primeiro ano de execução do PAPE, o Governo angolano estima um custo superior a 7.600 milhões de kwanzas, estando igualmente prevista a possibilidade de outros financiamentos alheios ao OGE e ao Fundo do Petróleo.