A descriminação de pessoas com albinismo é ainda hoje uma realidade em diversos pontos do planeta. Na Tanzânia, além da rejeição social, aqueles que sofrem dessa condição biológica são perseguidos e “caçados”. Contudo, a fotógrafa Denisse Ariana Pérez, na sua nova série fotográfica preferiu centrar-se na beleza desta comunidade marginalizada.

Como a própria informa no seu site, esta série “não ilustra a segregação, abuso, desmembramento e assassinato – alimentada por bruxos e uma crença de que pessoas com albinismo, especialmente crianças, detêm o poder mágico – contra o qual a comunidade é confrontada. Em vez disso, este trabalho ilustra a beleza de uma comunidade marginalizada.

Para realizar este projeto, intitulado Albinismo, Albinismo – Uma Exploração de Luz, Natureza e Albinismo na África Oriental, três jovens posaram para a objetiva de Denisse Ariana Pérez. Nasibu, Emmanuel e Joseph: os dois primeiros são estudantes e Joseph é voluntário da Hope Delivery Foundation (que ajuda grupos marginalizados na Tanzânia), relata o magazine Dazed. Os retratos cheios de luz deixam uma impressão de calma, reforçada pelas pálpebras fechadas dos modelos e pela água que os rodeia.

Nascida no Caribe e agora estabelecida em Copenhaga, a artista revela a vontade de difundir a injustiça e segregação que tem por base uma singularidade genética herdada, que despigmenta a pele e causa um déficit na produção de melanina. Todas as imagens foram tiradas na África Oriental e, mais precisamente, na Tanzânia (em Dodoma), onde um em cada 1.400 bebés nasce albino. Um número alto, já que a média nacional é de uma em 20.000.