A música mais “negra” de Marrocos, a mais africana, é a música gnawa. Inconfundível pelas suas castanholas de metal e o seu guembri (uma espécie de baixo de três cordas), pelos seus ritmos envolventes e pelo seu convite ao transe, depois de ter viajado pelo mundo pelas mãos do jazz e o blues, agora quer tornar-se em Património Imaterial da Humanidade.

Na cidade de Bogotá, entre 9 e o 15 de dezembro, o comité da Unesco decide quais das cinquenta candidaturas de outros tantos países passam a fazer parte deste património imaterial, um “título” que ajuda à preservação e transmissão das artes.

Ninguém sabe exatamente de onde vem a palavra “gnawa”, mas o mas provável é que proceda de “Guiné”, nome genérico dado a um vasto espaço africano junto ao Golfo da Guiné, ao sul do Saara, onde os distintos sultãos árabes se abasteceram de escravos durante séculos.