O Ruanda lançou os primeiros smartphones fabricados em África a um preço inferior a 230 USD. O anúncio foi feito pela empresa de tecnologia denominada Mara Corporation, com sede no Ruanda. A empresa informou que o investimento rondou os 100 milhões de USD, para se dedicar a fabricar smartphones acessíveis e de alta tecnologia.

O evento de lançamento contou com a presença do presidente ruandês, Paul Kagami, e outras figuras de destaque do seu governo.

Os dois primeiros modelos dos smartphones da empresa são o Mara S X e o Mara Z, ambos utilizam o sistema operacional Android. O valor de venda ao público ronda os 159 e 229 USD, respectivamente. Os modelos competirão com a Samsung, cujos smartphones mais baratos custam no Ruanda cerca de 70 USD.

Paul Kagami Presidente do Ruanda: Créditos foto: AllAfrica

Ashish Thakkar, o CEO do Mara Group, diz que a intenção é chegar aos clientes que não se importam de pagar um pouco mais pela qualidade. «Somos os primeiros a produzir completamente em África (…)”. Nós produzimos as placas, estamos a fazer as sub-boards durante todo o processo“. “Há mais de mil peças por telefone», cita a Reuters.

Para tornar estes aparelhos realidade, houve o investimento de 24 milhões de dólares numa fábrica que consegue produzir até 1200 telefones por dia.

“Este é o primeiro smartphone fabricado em África”, disse Thakkar, CEO da empresa. O responsável explicou que a empresa fabrica smartphones no Egipto, Etiópia, Argélia e África do Sul, mas as peças são importadas. Sendo essa fábrica, única no continente, pois o material todo é produzido localmente.

O Mara Group pretende ainda tirar partido do African Continental Free Trade Agreement, um acordo entre 55 nações esboçado para fomentar as vendas em África, unir 1,3 mil milhões de habitantes e criar um bloco económico de 3,4 mil milhões de dólares.

Sendo uma das economias de mais rápido crescimento em África, o Ruanda alcançou consideráveis progressos para ultrapassar os conflitos passados e centrar-se na reconciliação e reconstrução do país, traçando o progresso numa frente unificada, que atraiu significativos investimentos estrangeiros para estimular o desenvolvimento económico do país.