A fábrica de montagem da Kigali, capital do Ruanda, e a maior fabricante de carros europeia, a Volkswagen, juntaram-se em junho para dar início à produção de veículos naquele país africano. O objetivo éproduzir e montar vários modelos, com a meta inicial de cinco mil veículos por ano para o mercado local ruandês, com o foco nas várias facilidades e soluções de mobilidade urbana. A médio e longo prazo, a Volkswagen tem demonstrado interesse na construção de outras fábricas nos países vizinhos.

O primeiro veículo “Made in Rwanda” já se encontra nas estradas do país, marcando assim um grande passo na estratégia de industrialização e diversificação da sua economia e, especialmente, uma alternativa para a exportação de veículos. Segundo Thomas Schaefer, diretor regional da Volkswagen com sede na África do Sul, para esta primeira fase, tem como objetivo uma produção anual de cinco mil carros.

O presidente Paul Kagame, marcou presença no dia do lançamento, tendo mostrado a sua satisfação e afirmou ser um momento histórico ver veículos alemães a serem produzidos agora no seu país, sendo um “orgulho para África”.

“A África não precisa ser um “lixo”para carros usados. A longo prazo, as pessoas acabam por pagar um preço mais alto de qualquer maneira ao comprar um carro usado, então porque não pagar o equivalente mas por um veículo novo? É uma escolha simples: africanos, ruandeses, merecemos melhor! Esta é uma maneira de mostrar que podemos pagar e é por essas e outras razões que esta promissora parceria com a Volkswagen teve um bom começo “, explicou o Presidente Kagame no lançamento da Volkswagen Mobility Solution, em Kigali.

O investimento deste grande projecto foi de 20 milhões USD. Criou aproxidamente mil postos de emprego no país, de acordo com o jornal Le Afrique Tribune. A produção começou com os veículos da marca “Polo”, mas mais tarde, e de acordo com a evolução da demanda, tendem a expandir o seu catálogo com outros modelos, incluindo Passat, Tiguan, Amarok e Teramont.

Nos últimos vinte anos, o país registou 200 mil veículos, segundo dados oficiais e uma população de 12 milhões, pelo que o leva a ser considerado como o novo mercado para a indústria automobilística.