Onde investir? É a pergunta feita pelos economistas do Standard Chartered Bank, com sede em Londres, para fornecer aos investidores uma ferramenta que os possa guiar nos seus negócios.

Depois de estudarem 66 países, incluindo 14 africanos, estes economistas apresentaram a sua resposta no Índice Trade20 no final de setembro. Três critérios principais orientaram as análises: primeiro, o dinamismo económico dos candidatos, que inclui o crescimento do PIB e o volume de exportações; segundo, avaliar os ativos essenciais para apoiar o crescimento futuro, como a qualidade da infraestrutura, a penetração do comércio eletrónico e o clima de negócios; e, finalmente, diversificação das exportações.

O objetivo desse ranking é claro: revelar aos investidores as “estrelas em ascensão do comércio global”, que constituirão “oportunidades interessantes para empresas que procuram novos parceiros”, explica o relatório.

Um pódio (quase) africano

Entre eles, a Costa do Marfim, o Quénia e o Gana mantêm um bom lugar, principalmente graças ao “aumento das infra-estruturas físicas e digitais” e às “medidas adotadas para limpar o clima dos negócios”. O país de língua francesa da África Ocidental está à frente da Índia. A explicação? O crescimento dinâmico – 7,8%, de acordo com o Banco Mundial – juntamente com o rápido desenvolvimento da infraestrutura comercial.

“Abidjan, o principal centro urbano desse mercado, expandiu o seu porto e aeroporto, fortalecendo a sua posição como um importante centro de negócios para a África Ocidental”, afirmam os autores do estudo.

No último relatório sobre a Costa do Marfim, o Banco Mundial partilha a mesma opinião. “Inflação moderada, controlo das finanças públicas graças a políticas fiscais e monetárias prudentes”, reformas destinadas a “melhorar o clima de negócios”, mas também promoção de parcerias público-privadas. A instituição financeira multilateral está cheia de elogios à gestão económica do país.

Contudo, o Standard Chartered adverte: embora o PIB e as exportações tendam a aumentar, a evolução do investimento direto estrangeiro (IED) permaneceu “limitada”. Uma situação que poderia “reduzir o potencial de crescimento” do país, também atormentado por persistentes desigualdades. Em 2015, a taxa de pobreza da Costa do Marfim permaneceu em 46,3%.