Angola está prestes a comemorar mais um aniversário desde que se tornou independente em 1975.

No dia 2 de novembro as portas da Universidade de Oxford, em Inglaterra, abriram-se para receber angolanos e algumas figuras ilustres da sociedade do país da Palanca Negra para debater a sua História.

Torna-te nosso Patrono!

Em alusão ao 44.° ano de independência de Angola, o estudante angolano da Universidade de Oxford Edmilson Ângelo teve a iniciativa de organizar uma conversa com o professor luso-angolano Alberto Oliveira Pinto, de 57 anos, que escreveu o livro História de Angola – da Pré-História ao Século XXI, lançado em 2016.

O livro relembra, cronologicamente em 20 capítulos, memórias “de um angolano, passados 40 anos sobre a independência de Angola, narrar e explicar…”; o “substrato arqueológico e oral da História de Angola (7.000 a.C; Século XIII d.C)”; “Primeiras relações entre o Reino do Kongo com Portugal”; desavenças entre as duas partes e a “penetração do tráfico de escravos no Reino do Ndongo”; “Primeiro meio século de Rainha Njinga Mbandi; “Presença holandesa em Angola até chegar no período pós-colonial e guerra civil (1974-2001).

A obra inclui um prefácio do Director de Estudos de École de Hautes Études en Science Sociales e professor da Universidade de Kinshasa, Élikia Mbokolo, posfácio do historiador e crítico de arte angolano licenciado na Universidade de Cuba, Adriano Mixinge e recensões da poetisa luso-moçambicana e investigadora científica na área das Literaturas Africanas de Língua Portuguesa, Ana Mafalda Leite, da docente titular da Universidade São Paulo, na área de Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa Tânia Macedo, e da escritora angolana Elizabeth Ceita Vera Cruz.

O programa do evento foi composto por uma recepção aos convidados e espetadores, entoação do Hino Nacional da República de Angola e abertura da actividade a cargo de Edmilson Ângelo. Sucedeu-se a intervenção do embaixador de Angola na Grã-Betanha e Irlanda do Norte, Rui Carneiro Mangueira, e uma panóplia de vários assuntos, onde o tema central foi “as abordagens das diferentes gerações”, sempre com referência ao livro de Alberto Oliveira Pinto.

Em conversa com a BANTUMEN, o anfitrião do encontro, Edmilson Ângelo, considerou que o momento alto do evento foi a dissertação do professor e autor sobre a questão da representação das várias figuras da história de Angola, e que é o exercício ao qual Oliveira Pinto pretende dar continuidade como historiador angolano, confirmou o próprio. 

Entre a audiência, esteve também Adjany Costa, bióloga angolana de 29 anos, que venceu o prémio Jovens Campeões da Terra das Nações Unidas.

Carrego a cultura kimbundu nas veias. A minha angolanidade está presente a cada palavra proferida. Sou apologista de que a conversa pode mudar o mundo pois a guerra surgiu também de uma. O meu mantra é "o conhecimento gera libertação e libertação gera paz mental, portanto, não seja recluso da ignorância".