Rita Maia é a realizadora, argumentista e sonoplasta do documentário Batida de Lisboa (ou Lisbon Beat, em inglês) que evidencia as sonoridades dos “bairros de lata”, o Funaná, Afro House, Kizomba, Kuduro e Batuku nos arredores de Lisboa – da Quinta do Mocho, em Sacavém, ao Bairro 6 de Maio e Quinta da Lage, na Amadora, ao Bairro da Jamaica, no Seixal, ao Vale da Amoreira, na Moita a outro locais próximos ou na capital portuguesa. A película leva à grande tela a realidade da comunidade oriunda dos PALOP em Portugal.

É um documentário que retrata o processo criativo, barreiras a vencer e já ultrapassadas, de artistas músicos como DJ Marfox, DJ Niggafox, DJ Firmeza, DJ Nervoso, o projeto Celeste Mariposa, Vado Más Ki Ás, DJ Télio, entre outros.

O Batida de Lisboa estreou-se este ano de 2019, em Lisboa no Festival Indie. Desde então, soma presença em diversas salas e eventos não só em Portugal como Inglaterra, Itália, Estados Unidos, Egipto, Coreia do Sul, apenas para nomear alguns.

É sobre mais que música que flui esta conversa de alma na fala, fala na alma.

Foi o primeiro podcast do JaneCast com uma mulher que, com propriedade, tem voz para falar sobre como é ser uma profissional num meio maioritariamente dominado por homens.

Rita Maia é uma musa do som. Mais conhecida como Dj internacional e rádio host na Gilles Peterson Worldwide FM. O seu programa de rádio Migrant Sounds, passa em Londres e já esteve em diversos festivais, em Inglaterra, França e Portugal.

É também curadora, diretora criativa e engenheira de som. Vive em Lisboa, mas a sua família é de Goa e sedeada em Londres. É na capital inglesa que Rita Maia soma a grande parte do seu crescimento e expressão enquanto DJ, tendo se apresentado por exemplo no Jazz Cafe, no Village Underground ou no mítico Carnaval de Nothing Hill (London Carnival).

Rita contribuiu e foi destaque em publicações mudiais da música como em 24 Hours of Vinyl by Mixcloud, Vinyl Factory, FACT, ID Mag, DJ Mag, Mixmag, ou o lendário Ninja Tune’s Solid Steel.

Noiva da Palavra. Sou da moda antiga, escrevo-lhe cartas de amor com a luz: fotográfo; para dar valor e fazer valer cada frame da minha vida. Da Medicina Chinesa fui para Jornalismo, tudo a ver. A ver com a mescla que me assiste ou não fosse eu uma criola. Faço muitas coisas, que estrapulam este limite de palavras, mas isso pouco interessa, se não para me indagar no meu propósito. Acredito que valemos mais pelo que somos do que pelo que fazemos. E sim falo de nós. Amo nós de nós. E falando de nós, falo de mim.