Até há uns tempos, era tendência atribuir um nome inglês ou ocidental a uma marca em Angola. Hoje, as raízes falam mais alto e temos vindo a testemunhar um crescente florescer de brands cujos nomes foram beber ao kimbundo ou umbundo, entre outras línguas nacionais ou africanas.

A obra de Deus é o significado em português da palavra Oluchi, que dá nome à marca de prêt-à-porter angolana.

A palavra é de origem Igbo (língua que é falada no sudeste da Nigéria, Guiné Equatorial, Camarões e Jamaica) e, além de ser uma língua, Igbo também é um dos maiores grupos étnicos de África e particularmente da Nigéria, estando neste país a maior parte deste povo.

Com um conceito bem moderno e criado há quatro anos, com uma loja em Luanda, a marca nasceu para celebrar África, a essência da mulher e a sua modernidade, originando looks com tecidos de padrões africanos em modelos contemporâneos.

Todos os dias, a marca faz questão de desafiar os seus clientes, mulheres, a celebrarem a beleza e essência que as próprias carregam, mas foi em 2018 que a Oluchi decidiu recriar a sua linha de vestuário, dando novos saltos e criando os seus próprios padrões.

“A Oluchi é movida pela paixão de sempre mostrar uma África moderna e irreverente, as silhuetas e paletas de cores, geram alguma inspiração sobre os seus trajes, fazendo com que os seus detalhes, o “perfume” das cores, acabem por gerar profundas emoções”, explica-nos a responsável da marca Telma Mavova.

Primando pela qualidade, a Oluchi fabrica as suas peças com rigor e competência profissional, sendo elas confeccionadas com um nível maior de responsabilidade harmonizando com a exigência.

Agora em 2019, a Oluchi anuncia a sua nova loja virtual disponível para todo o mundo, como estratégia de internacionalização e crescimento da marca além fronteiras. Os métodos de pagamento são os mesmos utilizados em qualquer website comercial, como cartões de crédito, débito e PayPal.

Carrego a cultura kimbundu nas veias. A minha angolanidade está presente a cada palavra proferida. Sou apologista de que a conversa pode mudar o mundo pois a guerra surgiu também de uma. O meu mantra é "o conhecimento gera libertação e libertação gera paz mental, portanto, não seja recluso da ignorância".