Sandra Clemente Mateus acabou de lançar a sua terceira obra literária “Manual de Oratória”, disponível em diversas livrarias angolanas e portuguesas, e que também servirá de base de pesquisa para estudantes do ensino superior.

Sandra é a convidada do 21.º episódio da BANTUMENPodcasts, dirigido por Eddie Pipocas, onde a autora fala sobre o seu trabalho.

Com esta obra, a escritora explicou que o manual “tem como objetivo guiar de forma prática todos os profissionais que necessitam aprender ou aprimorar técnicas para falar em público”.

Sandra Mateus, é angolana e nasceu em Luanda, mestre em ciências Juridico-Empresariais pela Universidade Agostinho Neto, pós-graduada em Docência para o Ensino Superior pelo IMETRO, tendo o título de licenciada em Ciências da Comunicação – Cinema e TV também no mesmo instituto e, tendo também o cargo de Supervisora na Direcção de Vendas e Serviços da empresa de telefonia móvel angolana UNITEL.

Dos três livros da sua autoria, o primeiro tem o título de “Função do Som no Cinema”, editado em 2016 pela Chiado Editora. Para escrever este livro, Sandra baseou-se no filme de Michel Hazanavicius, “The Artist”, filme que mostra a história de George Valentim, um actor célebre de cinema mudo da década de 20, que se sente ameaçado com o surgimento do cinema sonoro.

A respeito de “Função do Som no Cinema”, a autora na sinopse diz que é uma “breve viagem histórica, desde o surgimento do cinema até aos dias actuais, com o intuito de perceber o papel crucial do som para as realizações audiovisuais.”

No ano a seguir, a escritora deu uma outra lufada de ar fresco aos amantes de literatura feita em português, lançando assim o livro “Networking”, que se trata de uma obra, segundo a sinopse, que “vem não apenas para reforçar o conceito de networking … sobretudo, apelar à necessidade urgente de encararmos esta prática como um exercício ético e necessário para o avanço das organizações e dos respectivos profissionais”.

Carrego a cultura kimbundu nas veias. A minha angolanidade está presente a cada palavra proferida. Sou apologista de que a conversa pode mudar o mundo pois a guerra surgiu também de uma. O meu mantra é "o conhecimento gera libertação e libertação gera paz mental, portanto, não seja recluso da ignorância".