O cantor angolano Bráulio Alexandre foi o único artista lusófono a ser premiado nos AFRIMA, que aconteceram no último fim-de-semana, em Lagos Nigéria.

Bráulio venceu na categoria Artista Mais Promissor de África, onde concorria com Ariel Sheney (Costa do Marfim), Farid Ghannam (Marrocos), Fireboy DML (Nigéria), Hillzy (Zimbabué), Nada Azhari (Marrocos), Rema (Nigéria), Shan’L (Gabão), The Big Hash (África do Sul) e Yann’Shine (Argélia).

Além de Angola, Cabo Verde também marcou presença no evento com a nomeação de Carmen Souza, na categoria de Melhor Artista, Duo no Grupo de Jazz Africano, cujo troféu acabou por ser atribuído aos artistas gaboneses Owen & Tiana.

Diante de artistas famosos como Fally Ipupa, Tiwa Savage, Seyi Shay, Qritical e Michael Blackson, entre muitos outros, o artista congolês Awilo Longomba e o nigeriano 2Baba Idibia (2Face) foram homenageados com a estatueta Legendary Awards (prémio Lenda, em português).

Bráulio Alexandre lançou o single “Que Nada Nos Separe”, com a participação de Rui Orlando & Dj Malvado, produção musical de Dj Impossible e vídeo dirigido pela Desert Films.

A música até agora conta com cerca de sete milhões de visualizações no canal +Kizomba no YouTube, onde foi lançada oficialmente.

All Africa Music Awards (AFRIMA – que não deve ser confundido com os pémios AFRIMMA a acontecerem anualmente nos EUA) tem o apoio da União Africana e tem um total de 37 categorias, divididas em duas secções: Regional, com dez sub-categorias, e Continental, com 27 sub-categorias.

Lista completa de vencedores dos AFRIMA 2019:

Melhor Artista Masculino na África Central – Salatiel (Camarões)

Melhor Artista Feminina da África Central – Shan’L (Gabão)  

Melhor Artista Masculino na África Oriental – Khaligraph Jones (Quénia)

Melhor Artista Feminino na África Oriental – Nikita Kering (Quénia)

Melhor Artista Masculino no Norte de África – Amiinux (Marrocos)

Melhor Artista Feminina no Norte de África – Nada Azhari (Marrocos)

Melhor Artista Masculino na África Austral – Sjava (África do Sul)

Melhor Artista Feminina da África Austral – Nadia Nakai (África do Sul)

Melhor Artista Masculino na África Ocidental – Burna Boy (Nigéria)

Melhor Artista Feminina da África Ocidental – Tiwa Savage (Nigéria)

Favorito dos Fãs Africanos – Mohamed Ramadan (Egito)

Álbum do Ano na África – Molho Afrikan – Sauti Sol (Quénia)

Artista do Ano na África – Burna Boy (Nigéria)

Melhor Artista Africano na Diáspora – Manno Beats (Chade)

Melhor Colaboração Africano – Nasty C (África do Sul) – ‘SMA’ ft. Rowlene

Melhor Artista, Duo ou Grupo em Africano Contemporânea – 2Baba (Nigéria)

Melhor Dança Africana ou Coreografia – Aminux (Marrocos) – ‘Bini W Binek’

Melhor DJ Africano – DJ Spinall (Nigéria)

Melhor Duo Africano, Grupo Ou Banda – Sauti Sol (Quénia)

Melhor Artista Africano, Duo ou Grupo em Africano Electro – Manno Beats (Chade)

Melhor Artista, Duo ou Grupo de Hip Hop Africano – Nadia Nakai (África do Sul)

Melhor Artista, Duo no Grupo de Jazz Africano – Owen & Tiana (Gabão)

Melhor Africano Rapper / Letrista – Nasty C (África do Sul)

Melhor Artista, Duo ou Grupo de Pop Africano – Joeboy (Nigéria)

Melhor Artista, Duo ou Grupo em Africano Reggae, Ragga ou Dancehall – Stonebwoy (Gana) 

Melhor Artista, Duo ou Grupo em Africano R&B & Soul – Hillzy (Zimbabue)

Melhor Artista, Duo ou Grupo em Rock Africano – Rash (Quénia)

Melhor Artista, Duo ou Grupo em Africano Tradicional – Abrham Belanyeh (Etiópia)

Melhor Artista Feminina, Duo ou Grupo em “African Inspirational Music” –  Kanvee Adams (Libéria)

Melhor Artista Masculino, Duo ou Grupo em “African Inspirational Music” – Onesimus (Malawi)

Melhor Vídeo Africano – Director Kenny (Tanzânia)

Maior Artista Promissor de África – Bráulio Alexandre (Angola)

Produtor do Ano Africano – Kel P (Nigéria)

Revelação do Continente Africano – Nikita Kering (Quénia)

Canção do Ano Africano – Fever – Wizkid (Nigéria)

Compositor do Ano Africano – Kanvee Adams (Libéria) – ‘Mama’

Carrego a cultura kimbundu nas veias. A minha angolanidade está presente a cada palavra proferida. Sou apologista de que a conversa pode mudar o mundo pois a guerra surgiu também de uma. O meu mantra é "o conhecimento gera libertação e libertação gera paz mental, portanto, não seja recluso da ignorância".