Leo Príncipe é um talento de Angola dentro da indústria da música que não gosta de rótulos e que acredita que consegue fundir-se com qualquer estilo musical. Numa entrevista à BANTUMEN, o artista revelou o que anda a preparar e o que lhe vai na alma.

Natural de Benguela, Leonardo Pedro Henrique Canivete tem 34 anos e é a voz de sucessos como “Apareça”, “A Dona do Moço”, “O Problema” e “Atitude”. Além de Leo Príncipe já ser um nome firmado em Angola, o cantor teve a oportunidade de atuar no festival Sol da Caparica, no ano passado, o que lhe permitiu começar a direccionar o seu trabalho também para o mercado português. Esse novo público é um indicador de equilíbrio na sua carreira, afirma-nos o artista, que indica também ser consequência do seu “crescimento visível no ponto de vista de composição, instrumentalização e música no geral”.

Leo acaba de lançar o EP Horizonte e integrou o leque de artistas promovidos pela agência de gestão de carreira Grupo Chiado, por onde passam nomes como Anselmo Ralph, Rui Orlando, Soraia Ramos ou Força Suprema.

“Acredito no potencial da estrutura do Grupo Chiado, sabendo que tem artistas que já estão cá há muito tempo… e também é um ‘veículo’ que trabalha com artistas não só de Portugal”, explicou-nos.

O seu EP já tem duas músicas promocionais disponíveis, ‘Atitude”, “O Que Esse Amor” e “Dona do Moço”, e que são um bom indicador do sucesso deste novo trabalho, considerando a popularidade de ambos os singles.

A produção de Horizonte contou com nomes como Serraninho e Matias Damásio, este último também esteve envolvido na composição das músicas.

Na entrevista, Leo Príncipe falou também na urgência do artistas angolanos digitalizarem os seus trabalhos, por forma a alavancarem as suas carreiras e estarem em concordância com o que se faz na indústria da música no resto do mundo.

Para breve, Leo está a preparar um grande concerto no Cine Altântico em Luanda, no dia 21 de dezembro.

Carrego a cultura kimbundu nas veias. A minha angolanidade está presente a cada palavra proferida. Sou apologista de que a conversa pode mudar o mundo pois a guerra surgiu também de uma. O meu mantra é "o conhecimento gera libertação e libertação gera paz mental, portanto, não seja recluso da ignorância".