No primeiro dia de dezembro de cada ano celebra-se internacionalmente o Dia Mundial de Luta Contra a Sida. É uma data simbólica para que todos possam unir forças e consciencializar sobre a Síndrome da imunodeficiência adquirida, o VIH/Sida.

Apesar de em muitos países ainda não se ter muito conhecimento de como se transmite ou quais os cuidados a ter para se evitar ou para medicar, principalmente em África, Stanley Ngara, de 47 anos, tenta à sua maneira instruir as pessoas do que se trata. 

Stanley é conhecido no Quénia como o “Rei dos Preservativos”. Ao longo dos anos, enquanto crescia, perdeu vários amigos de infância devido à doença, um dos maiores motivos que o levou a iniciar uma campanha pela saúde e pelo sexo seguro. 

Com isso, Ngara quer consciencializar os habitantes das zonas mais pobres de Nairóbi, capital do Quénia, para a importância de uso do preservativo durante as relações sexuais, que ainda é um tema tabu em muitas regiões. 

Passaram sete anos desde que começou a distribuir preservativos pelos bairros onde foram registados mais casos de VIH em Nairóbi e a instruir os cidadãos sobre a forma como devem usar aquele método contraceptivo. Numa só manhã, Stanley Ngara chegou a distribuir 14 mil preservativos pelas comunidades mais pobres de Nairóbi. Mas diz que não chega.

 Em entrevista Stanley disse que “o Quénia precisa de mais reis e rainhas dos preservativos”, refere, acrescentando que a estigmatização e a ignorância são predominantes nos bairros pobres. Numa só manhã chegou a distribuir 14 mil preservativos, mas Ngara diz que “serão precisos muitos mais para que exista uma geração inteira livre da sida em Nairóbi”.

De acordo com o UNAIDS, o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre o VIH, cerca de 1,6 milhões de cidadãos quenianos estavam infectados com o vírus em 2018 e 25 mil morreram de uma doença relacionada com o mesmo.

“O Rei dos Preservativos” quer mudar essa realidade. Quer tornar as pessoas mais conscientes  e tentar que as pessoas consigam ver que a saúde sexual também é importante, e que o facto de usar preservativos não é motivo de vergonha mas sim de salvaguarda.  

E hoje, mais do que nunca, é imprescindível a participação da sociedade civil  para garantir que o VIH e a sida são eliminados o mais rápido possível.