O governo do Ruanda criou uma campanha voluntária de vacinação contra o vírus do ébola. Iniciada a 8 de dezembro, a iniciativa pretende chegar a cerca de 200 mil pessoas em 12 meses, na fronteira com a República Democrática do Congo.

Trata-se da vacina Ad26-ZEBOV-GP, que é um derivado de adenovírus humano, usada pela primeira vez no Congo, propriamente em Goma, zona assolada pelo vírus.

Os locais escolhidos pelo governo são os distritos de Rusizi e Rubavu, este último que está localizado no norte do lago Kivu e próximo a Goma.

A ministra da saúde do Ruanda, Diane Gashumba, disse numa conferência em Kigali que “todos os países das zonas de alto risco, ainda que não foram atingidos pelo ébola, foram aconselhados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) a utilizar uma nova vacina desenvolvida pelo grupo norte-americano Johnson & Johnson”.

Johnson & Johnson é uma empresa especializada no fabrico de produtos farmacêuticos e outros utensílios, que tem feito inúmeros ensaios de vacinas a nível global, e principalmente para África.

Tendo realizado cerca de 400 mil ensaios de vacinas em 2015, a empresa continua empenhada em contribuir para a erradicação de muitas doenças que têm devastado a humanidade, como é o caso do HIV.

O governo ruandês pretende “proteger aqueles que têm grandes chances de entrar em contato com pessoas que vivem em áreas onde há relatos de que o ébola está ativo”.

O Ruanda nunca registou casos da doença mortal, consequência de um trabalhado eficaz para evitar que o seu povo entre em contacto com o vírus.

De recordar também que, o país tem como prioridade o combate à pobreza, e as estatísticas indicam o sucesso dos seus esforços, considerando que as taxas de pobreza da população sofreu uma queda abrupta de 56,8% em 2006 para 39% em 2014.

Depois do genocídio da etnia Tsutsi, o Ruanda tem apostado na saúde, energias renováveis, educação e no sector empresarial, e é considerado como o segundo melhor país de África para se fazer negócios.  

Carrego a cultura kimbundu nas veias. A minha angolanidade está presente a cada palavra proferida. Sou apologista de que a conversa pode mudar o mundo pois a guerra surgiu também de uma. O meu mantra é "o conhecimento gera libertação e libertação gera paz mental, portanto, não seja recluso da ignorância".