O lançamento de “Livre-Arbitrio” aconteceu esta sexta-feira na Galeria Zé dos Bois, em Lisboa, onde fãs se reuniram para dar as boas-vindas a esta nova etapa do rapper Allen Halloween. 

 O livro foi editado pela  Lua Eléctrica  e o lançamento contou com a introdução de  Mário Lopes,  (jornalista do jornal Público) que escreveu o prefácio. 

Este livro é para o cantor ” uma viagem, mas é a viagem de um homem mundano até se tornar num homem entre aspas com alguma sabedoria, um homem de Deus neste caso.”

Na apresentação, Halloween falou sobre a sua infância, como é ser negro em Portugal, mas também de como funciona o mundo da rap português. 

Fãs e ouvintes foram recebidos com um concerto em acústico, de algumas músicas que também foram publicadas no seu livro, entre elas, “Raportagem”, “No Love”, “Debaixo da Ponte”, “Mamita Boy”, “Crazy” e “SOS Mundo”.

O concerto foi feito em forma de slam e, a cada música cantada, o cantor fez questão de descrever e explicar em que fase da sua vida se encontrava na altura em as escreveu e os significados por trás de cada frase.  

Durante a apresentação, Halloween sentiu-se agradecido e sendo “um homem de poucas palavras”, ele próprio está surpreendido com o livro. “É um grande orgulho estar aqui esta gente toda para falarmos de um livro, uma coisa que eu sempre fiz pouco que é ler”. 

Segundo o autor, este livro não foi pensado na forma tradicional de um livro, mas sim como uma forma de relato. “No que escrever, tento relatar aquilo que me relê na melhor forma possível”. 

Allen falou também da importância de ser objetivo e direto, não só no mundo do rap, mas principalmente no mundo da escrita. O talento “de não precisar de quatro páginas para escrever aquilo que estás a ver, tentar reduzir o máximo de fases e que a pessoa possa pegar naquela frase e divagar e viajar”. 

O desenvolvimento do livro também não aconteceu da forma mais tradicional. O rapper partilhou que fez o livro com base nas suas letras rescritas por miúdos na Internet. “Fui à Internet onde os putos escrevem lá as minhas letras, tirei as letras e rescrevi porque os putos inventam muito… e então rescrevi a coisa, e penso que rescrevi quase tudo bem, e pus a coisa em livro”.  

O livro está disponível na página da editora Lua Eléctrica, pelo preço de 12 euros.