Em termos de vistos a cidadãos de outros Estados africanos, segundo a União Africana (UA) e o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), a Guiné-Bissau, Cabo Verde e Moçambique são dos países africanos mais abertos.

Promovido pela UA e BAD, o recente Índice Africano de Abertura, mostra a Guiné-Bissau em quinto lugar como o país mais aberto, que oferece a isenção de vistos a cidadãos de 14 países africanos e visto de fronteira a outros 39.

O país registou uma melhoria ligeira no índice e o visto de fronteira guineense é permitido para todos os países africanos de língua portuguesa, entre os quais apenas os cidadãos de Cabo Verde estão isentos de visto.

Já na terra onde a Morna é Património Imaterial da Humanidade, Cabo Verde, registou um ligeiro decréscimo e surge no oitavo lugar geral do índice, oferecendo isenção de visto aos cidadãos angolanos, guineenses e de 14 outros países; os restantes países africanos lusófonos podem pedir visto de fronteira.

Moçambique surge um pouco mais abaixo, no décimo lugar, sendo Angola o único país africano lusófono a beneficiar de isenção de visto para o país; o visto de fronteira é permitido para cidadãos de 44 países.

Angola é dos países que mais exige vistos antes da partida, a um total de 36 países, incluindo a Guiné-Bissau e a Guiné Equatorial; os cidadãos são-tomenses podem pedir visto de fronteira, enquanto os moçambicanos e cabo-verdianos estão entre os cidadãos de 10 países africanos isentos de vistos.

São Tomé e Príncipe encontra-se no 43º lugar, o país exige vistos antes da partida a 45 países; os países de língua portuguesa são privilegiados, estando todos os membros da CPLP isentos de visto, além de Ruanda, Marrocos e Gabão.

Quanto aos passaportes que dão acesso sem visto a mais países, destacam-se entre os países africanos de língua portuguesa os casos de Cabo Verde (20 países), Guiné-Bissau (17) e Angola (14); no caso são-tomense, apenas três países não exigem visto e 28 exigem-no antes da partida.

De acordo com o relatório, os últimos três anos foram de progresso na livre circulação entre os países africanos, com os viajantes do continente a poderem obter vistos na chegada em mais países africanos e viajar sem visto para um quarto do continente.

“Os países africanos estão a tornar-se cada vez mais abertos a visitantes de todo o continente, já que a maioria dos países e regiões faz progressos constantes em todos os indicadores de abertura de vistos”, refere o relatório.

E pela primeira vez, os africanos têm acesso liberalizado a 51% do continente e precisam de vistos para viajar para menos da metade de outros países africanos. Os dois países com melhor pontuação no índice, por oferecerem o acesso sem vistos a todos os países do continente, foram o Benim e as Seychelles.

“No futuro, a promoção de uma maior abertura de vistos em toda a África ajudará a capitalizar os ganhos a serem obtidos com o lançamento da Área de Livre Comércio Continental Africana, do Mercado Único de Transporte Aéreo da África e do Protocolo sobre a Livre Circulação de Pessoas”, conclui o relatório.