Alaa Salah, Kiki Mordi, JJ Roble e Judith Bakirya são algumas das mulheres que ajudaram a moldar o mundo, por pequenos actos feitos nas suas comunidades em 2019.

Alaa Salah uma estudante ativista anti-governamental do Sudão, que deu a sua voz para se manifestar numa revolução contra o antigo presidente Omar Al-Bashir que governou o Sudão durante 30 anos.

A estudante de arquitetura, apelidada de ” Nubian Queen” que quer dizer rainha Nubiana, ficou conhecida internacionalmente pela sua participação nos movimentos protestantes onde liderou de cima de um carro vestida de branco e fez-se ouvir com os seus gritos heroícos.

Kiki Mordi ajudou a rescrever as leis universitárias depois de ajudar a BBC Africa Eye com um dos seus mais recentes documentários ” Sex for Grades”. O documentário retrata a vida de estudantes que muitas vezes se submetem a actos sexuais por pressão dos professores em troca de boas notas.

A jornalista Kiki, que é Nigeriana, também foi vitima de abusos sexuais durante o seu percurso universitário e através da sua experiência conseguiu fazer com que mais vitimas se manifestassem. Em consequência do documentário os professores em questão foram suspensos e leis foram alteradas.

O futebol é visto como um desporto maioritariamente apreciado por homens, mas JJ Roble uma refugiada da Somalia não se deixou intimidar por isso.

Filha de pais mulçumanos ela tornou-se na primeira arbitro mulçumana a usar hijab. Já recebeu vários prémios, incluindo o prémio de respeito da “FA’s 2017 respect awards ” e reconhecimento na categoria desportiva nos prémios de conquista ” Somalia achievement awards”.

JJ Roble também fez parte da campanha da NIKE de uniformes feitos para a equipa feminina Nacional da Inglaterra e está entusiasmada para a 2023 Women’s World Cup.

Num ano em que o foco esteve virado para questões ambientais, Judith Bakirya tem ensinado ás pessoas do Uganda os benefícios de ter uma quinta que seja cuidada da forma tradicional da sua terra, que inclúi uma politica ‘zero waste’, que se baseia em minimizar desperdicios .

Ela rejeita as práticas modernas de agricultura e com as suas práticas mais antiquadas já conseguiu criar uma quinta com 1000 ectares de árvores de fruto, ervas e gado num conceito chamado ” permaculture” onde nada é desperdiçado.