Cozinha indígena, portuguesa e africana, podem parecer coisas muito distintas, mas a cozinha quilombo junta todos estes sabores numa dieta que é orgânica, gluten-free e quase livre de lactose.

Tem origens africanas e os ingredientes utilizados são todos frescos e colhidos naturalmente. Todos os componentes são reutilizados o que também apela à politica de “zero waste”, sem qualquer desperdícios.

As receitas de culinária foram passadas de geração a geração de descendentes de africanos que fugiram do tráfico de escravos e se refugiaram no Brasil, criando a sua comunidade que tem o nome de Quilombos.

O termo Quilombo é de origem angolana e foi criado porque a maior parte dos escravos refugiados escondiam-se em quilombos, aldeias que ficavam escondidas nas matas ou em lugares inacessiveis.

O chef televisivo Guga Rocha tem dado a conhecer os benefícios da comida Quilombo há 15 anos e com o seu programa partilha com o Brasil todas as suas descobertas sobre as origens e práticas desta receita histórica.

Flor da bananeira é um dos ingredientes vitais nas receitas utilizadas pelos Quilombos. As folhas podem ser cortadas em tiras para executar a receita, mas também podem ser utilizadas como pratos, utilizando-se assim todos os componentes do fruto.

Depois de séculos sem ser reconhecido como um prato tradicional brasileiro, a cozinha Quilombo tem finalmente recebido o reconhecimento devido, e já é servido nos melhores restaurantes da capital gastronómica da América do Sul, São Paulo.