Num ano em que as manchetes de jornais estiveram focadas em questões do ambiente, Alfred Brownell, advogado ambiental e activista liberiano, foi nomeado o vencedor de Goldman Environmental Prize Africa 2019 (Prémio Goldman de Meio Ambiente).

Alfred recebeu o prémio por ter sido responsável por impedir que mais de 500 mil hectares da floresta tropical na Libéria fossem cortadas e destruídas para a extração de óleo de palma.

Com a ajuda de líderes da sua comunidade local, Brownell documentou a destruição das florestas e terras no sudoeste do país, perto da companhia fornecedora de óleo de palma Golden Veroleum Liberia.

De modo a ganhar mais lucro, a companhia forçou a plantação das árvores e expulsou os habitantes indígenas das florestas, sem qualquer aviso, consentimento ou compensação.

Em consequência da exploração das terras, fontes de água potável foram poluídas e os locais sagrados das tribos locais foram destruídos.

Contudo, com o trabalho do ativista, o organismo de certificação global, Roundtable on Sustainable Palm Oil (que se certifica que a extração de óleo é feita de forma justa e sustentável), fez com que a companhia parasse a expansão de plantações, de modo a prevenir o desflorestação total.

O seu ativismo contudo nem sempre foi visto com bons olhos, principalmente pelas autoridades liberianas. Depois de sofrer várias ameaças de morte e agressões físicas, Alfred teve de fugir da Libéria e vive até agora nos Estados Unidos.