Nasceu em Lisboa um novo espaço de exposição para artistas independentes, o LAI, cuja sigla significa Laboratório Artístico Independente.

Criado pelos também artistas, e agora curadores, GIL, AL E Mino, o LAI pretende ser um espaço onde a liberdade vive-se. Para celebrar a abertura, está patente uma exposição de vários profissionais da arte de diferentes nacionalidades, até ao fim do mês de janeiro.

O LAI “nasceu de um grupo de artistas de várias nacionalidades que precisava de um espaço para se expressar. É uma plataforma para pessoas que não são do mainstream terem acesso. É uma plataforma física, que dá apoio aos artistas, quer seja desde a pintura, fotografia, cultura, moda, entre outras. É uma plataforma para toda a gente, seja para visitar ou expor”, explicou-nos GIL.

E como surgiu a ideia de fundar o LAI? Simples. “Lisboa é uma cidade onde muita coisa acontece de maneira irregular.” É fácil acontecerem encontros inesperados com pessoas de todos os extratos e áreas sociais e profissionais. “Então, acabamos por na rua conversamos com alguém, essa pessoa é um fotógrafo ou outro tipo de artista… é absorver essa energia, afunilar a mostrar aos demais. É fazer com que as pessoas se sintam mais próximas do artista e da arte, ao ponto em que se torne normal essa simbiose.”

As exposições prometem ter uma periodicidade quinzenal. “Estamos a preparar algo que vai dar trabalho. Nós queremos fazer duas exposições por mês. Uma no início outra no final, consoante o calendário. Isto porque, nem toda a gente tem tempo para vir na inauguração ou na pré, então temos duas semanas de exposição.”

Sobre a forma como o LAI estabelece a ligação entre o espaço e o artista, o processo é simples. “Vieste à exposição, gostaste de uma peça e nós damos-te a possibilidade de falares diretamente com o artista. Daí, tiramos uma pequena percentagem, 20%, de cada peça, porque somos uma associação independente”, informa GIL.

Os valores “são acessíveis, basta querer”, garante entre risos o curador. “Começam nos 50 euros. Temos artistas com nome e até artistas com projeção internacional. Além de que temos de respeitar a arte de cada um, o espaço de cada um e o artista é que dita. Nós só estamos aqui como plataforma. O importante é que as pessoas venham, vejam com olhos de ver, que tenham a possibilidade de falar com o artista, mas a parte económica também é importante porque é daí que fazemos a manutenção do espaço e temos também cartões de sócios.”

A agenda cultural do LAI está disponível online, além da Linha de t-shirts, obras e outro merchandising.