Kid Robin é Roberto Cravid, um rapper de 21 anos, nascido em Portugal, com veia angolana herdada dos pais e que cresceu no bairro da Jamaica, na Margem Sul do rio Tejo.

Em conversa com a BANTUMEN, Kid revelou-nos que teve uma infância normal e “era um puto bué reguila que gostava de andar por aí com os amigos a jogar à bola”. O desporto sempre o acompanhou enquanto miúdo e acabou por passar pelo atletismo, futsal e futebol.

Por ser filho de um músico, Kid acabou por ter como referência a música popular angolana, com o grupo Jovens do Hungo – o grupo do seu pai – no centro dessas referências.

Ele “fez com que as músicas do grupo estivessem presentes na minha vida e dos meus irmãos, colocando o som alto por toda a casa. Eram clássicos do Brasil, Angola, São Tomé e por aí fora”, explicou-nos. “Hoje, tento tirar vantagem do jeito que cresci, com a música e instrumentos que tive perto de mim”, concluiu.

Dentro do hip hop, Kid tem como influência a Força Suprema, Deezy e Monsta. “Eles são talvez os principais culpados de eu ser o que sou hoje”, devido às letras inspiradoras e pela Dope Muzik ser a prova viva de que todos podemos ser o que quisermos, basta querer.

Na formação da sua identidade artística, o jovem já passou por quatro pseudónimos diferentes. Foi um amigo que acabou com a saga da nomenclatura ao sugerir ao artista o nome Kid Robin.”Curti da cena e de lá para cá ficou”.

O jovem artista está para a sua afirmação como MC e à procura do seu público. Nessa senda, absorve tudo o que pode. Nas suas palavras, “qualquer ocasião serve para aprender”.

E uma destas batalhas já foi vencida. O rapper vai apresentar esta sexta-feira, 7 de fevereiro o seu primeiro EP a solo, Consumi Amor, um projeto musical com cinco faixas. As participações vocais são de Seco B, Ricco e Cláudia Oliveira. Na produção temos nomes como Dizzle d Beats, Lee, Certi Beats, EIBYONDATRACK, Ryini Beats e muito mais.

O último single promocional antes do lançamento tem como título “Distantes”, com a participação vocal de Cláudia Oliveira e a produção de Ricco. O videoclipe foi realizado pela produtora portuguesa SIXTUDIOS.

Carrego a cultura kimbundu nas veias. A minha angolanidade está presente a cada palavra proferida. Sou apologista de que a conversa pode mudar o mundo pois a guerra surgiu também de uma. O meu mantra é "o conhecimento gera libertação e libertação gera paz mental, portanto, não seja recluso da ignorância".