Aline Mazimpaka é uma guru do yoga e está a tentar destruir o preconceito e reticência que ruandeses têm em relação à atividade milenar de origem indiana.

Uma das maiores dificuldades em expandir os benefícios do yoga tem a ver com o fato do povo acreditar que é uma “adoradora do diabo”, porque não percebem o conceito de exercício.

“No começo foi horrível”, explicou à BBC. Contudo, Aline conseguiu abrir um centro, sem fins lucrativos. A inciativa tem recebido ajudas e todos os dias aparecem pessoas curiosas que se querem juntar ao centro com vontade desmistificar o preconceito contra o exercício físico.

Para Aline, tudo começou quando encontrou no yoga uma possível cura para as suas feridas mais profundas. A professora de 33 anos é uma sobrevivente do genocídio de 1994. Foi introduzida ao mundo das energias em 2010, durante os seus estudos universitários e, desde então, já treinou no Kenya, India e na a Tailândia, onde se tornou mestre.

Para a guru, seria impossível não partilhar esta experiência com os seus irmãos ruandeses. “Foi uma jornada complexa que começou como terapia, e acabou por se tornar na minha vida, no meu emprego e eu tenho de partilhar isto com os meus camarada ruandeses”, explicou.

O yoga é uma prática que se foca na força, flexibilidade e respiração para alcançar a flexibilidade. A origem remonta a cinco mil anos, na índia.