Este ano, o dia de São Valentim foi passado de uma forma diferente. Plutonio convidou todos, solteiros, casados e enamorados, a serem o seu São Valentim na sua estreia no Coliseu de Lisboa.

O concerto começou exactamente às 21h45, com um mini documentário sobre momentos memoráveis do seu trajeto no mundo da música.

Com o final do vídeo, abriram-se as cortinas, que revelam um cenário pouco provável para o famoso palco do Coliseu de Lisboa. Paredes grafitadas, uma tasca local e um poste que dava as boa vindas ao Bairro da Cruz Vermelha, bairro onde Plutonio cresceu.

A música ‘3 am’, que saiu em maio de 2018 e já soma 3,6 milhões de visiulizações no YouTube, deu introdução ao concerto.

Plutónio
Plutónio no Coliseu Lisboa | Foto: Miguel Roque / BANTUMEN

Seguiram-se as músicas ‘Mesmo sitio’, ‘Prada’, ‘Lucy Lucy’ ,’1 de Abril’ e ‘Noite Cai’.

O tema ‘Pay check’, que saiu a dia 12 de fevereiro, contou com a participação de Lord Katorze. O crioulo e o francês estiveram presente nos gritos de ambos os cantores que cantavam ‘Djam conta um, djam conta dos, djam conta tres’.

Mas as participações não se ficaram por aí, Plutonio contou com a participação de Kosmo e Leo para os temas “Filhos do Ghetto” e “Sr Guarda”.

Em homenagem à editora que acompanhou o seu progresso, o cantor também convidou Dengaz, Mishlawi e Richie Campbell que são seus colegas na Brigetown. Cantaram ‘O que é que tem’ e ‘Rain’, respetivamente. Da plateia, não faltaram gritos, palmas e olhares de espanto quando Mishlawii e Richie Campbell subiram ao palco.

Plutónio
Plutonio no Coliseu Lisboa | Foto: Miguel Roque / BANTUMEN

O público, que era maioritariamente composto por jovens entre os 15 e os 25 anos, sabia a letra de todas as músicas e cantava com toda a força que os seus pulmões podiam fornecer.

‘Não Vales Nada’ foi a música que fez muitos se emocionarem, ao dedicarem cada letra a todos os que não prestam, tal como foi pedido por Plutonio.

O cantor dedicou também a música ‘Africa’ a Bonga, que é uma das suas inspirações na procura do seu “eu” no continente africano.

Plutonio no Coliseu Lisboa | Foto: Miguel Roque / BANTUMEN

‘Estrela’ fez todos acenderem as lanternas do seus telémoveis, focando as luzes totalmente na estrela principal.

‘Ultima vez’, ‘Vergonha na Cara’, ‘Dramas e Dilemas’ e ‘Somos Iguais’, foram as músicas que mais fizeram o público vibrar.

Por outro lado, ‘Sacrificio’, ‘Meu Deus’, e ‘Francisca’ foram as que mais emocionaram não só o púbilco, mas principalmente Plutonio, que não conseguia parar de agradecer.

Plutónio no Coliseu Lisboa | Foto: Miguel Roque / BANTUMEN
Plutonio no Coliseu Lisboa | Foto: Miguel Roque / BANTUMEN

Durante a atuação de ‘Meu Deus’, cerca de 10 rapazes apareceram no palco com capuchos brancos sobre as cabeças, como uma representação de irmandade e resistência.

Às Franciscas de sua vida, que são a mãe e a filha, não faltaram palmas e sorrisos, porque Plutonio fez questão de pedir que olhassem todos para elas.

O concerto terminou com ‘Cafeina’ para que todos os que estivessem a “desfalecer” acordassem para dar uns últimos pulos com o artista.

Como Plutonio disse, “se estão a sentir um terço do que eu estou a sentir, estão a viver um momento do caraças”, e todos de facto estavam.