As modelos Blésnya Minher e Elsa Baldaia são duas angolanas que deram um “brilharete” nas passarelas de Nova Iorque, durante a semana da moda.

Blésnya e Elsa, ambas agenciadas pela Da Banda Models Management, desfilaram para a temporada Outono\Inverno de 2020 da New York Fashion Week e pisaram o palco ao lado da modelo americana de 18 anos, Kaia Gerber e Adut Akech, a sudanesa de 20 anos que muito tem despertado a atenção nas leads da moda mundial.

Blésnya, que é detentora de prémios como “Mulher do Ano” pelos Angola Fashion Awards, “Melhor Modelo Feminina” pela GQ Men Of The Year Portugal, desfilou com as marcas Anna Sui, Vera Wang, Jason Wu, Tory Burch, a francesa Longchamp, Zadig & Voltaire, e1972 e da venezuelana Carolina Herrera, esbanjando glamour com uma peça chamativa com flores amarelas.

Blésnya Minher desfilando pela marca Carolina Herrera

No ano passado, Blésnya também fez parte da semana de moda de Nova Iorque, onde desfilou para algumas marcas como a Prabal Gurung, Carolina Herrera e Longchamp que faz em 2020 a segunda vez consecutiva.

Elsa, luso-angolana, acabou por somar mais seis desfiles para as marcas Chiara Boni, Le Petite Robe e Secteur 6, Fashion Hong Kong, Nicole Miller Christian Cowan e Bibhu Mohapatra. Caminhando também com as marcas Arias New York e Markarian da designer de moda Alexandra O’Neill, ambas marcas de roupa feminina.

Elsa Baldaia desfilando pela marca Bibhu Mohapatra

A semana de Nova Iorque durou cerca de seis dias, tendo início no dia 6 de Fevereiro e terminado na última quarta-feira (12), contando com apresentação de Gigi e Bella Hadid desfilando para Marc Jacobs e Oscar de la Renta respetivamente. Marcas também como LaQuan Smith, Brandon Maxwell, Sergio Hudson, Tia Adeloa, Chromat e Michael Kors.

A New York Fashion Week este ano mostrou diversidade, com destaque para as diferentes nacionalidade dos estilistas e modelos que se fizeram presentes no evento.

Carrego a cultura kimbundu nas veias. A minha angolanidade está presente a cada palavra proferida. Sou apologista de que a conversa pode mudar o mundo pois a guerra surgiu também de uma. O meu mantra é "o conhecimento gera libertação e libertação gera paz mental, portanto, não seja recluso da ignorância".