O sucesso internacional de Pongo só tem aumentado e os maiores meios de comunicação internacionais têm a sua carreira debaixo de olho.

Depois de ser uma das vencedoras dos prémios Music Moves Europe, da Comissão Europeia, que distinguem artistas emergentes que representam “o som europeu de hoje e de amanhã”, Pongo mereceu um artigo no New York Times e no The Guardian.

Para quem não sabe, o New York Times é um dos jornais mais antigos da América, que já bateu o recorde de 117 prémios Pulitzer, mais do que qualquer outro jornal.

Nas palavras da jornalista Kate Hutchinson, Pongo está a revolucionar o kuduro, para quem já o conhece, enquanto também o introduz aos que nunca tinham ouvido este estilo de música.

Pongo é até comparada com Rosalía, a cantora espanhola que atraiu a atenção do mundo para a música urbana espanhola que tem na sua génése os estilos tradicionais, como os seus ritmos inspirados pelo flamenco.

O caso de Pongo é semelhante, no sentido em que a cantora faz questão de misturar a língua portuguesa, com o kimbudo, língua falada em Angola.

A publicação caracteriza o Kuduro como um choque de géneros energéticos e trans-atlânticos mas admitem que Pongo ainda consegue dar um kick extra, misturando todos os ritmos do kuduro com outros estilos electrónicos com um saborzinho de pop.

Já no The Guardian, um dos jornais mais antigos de Inglaterra, Pongo é vista como uma guerreira e o foco está na sua vida antes da fama.

Enquanto a New York Times toca em assuntos mais superficiais, o The Guardian fala sobre a guerra que aconteceu em Angola e como isso afetou o rumo da vida de Pongo.

Num desabafo, a música representa “um lugar onde eu posso ser feliz com as minhas memórias de Angola”, disse a artista.

Ao jornal, Pongo afirmou ainda que em Portugal sofreu racismo por diversas vezes e que, numa dessas ocasiões, foi agredida por um polícia depois da mesma ter pedido ajuda contra a violência doméstica que sofria em casa.

Dois artigos, dois países e duas perspectivas diferentes, mas se há uma coisa que estes textos têm em comum, é o facto de ambos retratarem Pongo como o futuro do Kuduro pelo mundo.