A longa-metragem “Os Miseráveis”, de Ladj Ly, foi distinguida na sexta-feira à noite como o melhor filme da 45.ª edição dos prémios de cinema Césares, em Paris, que premiaram também Roman Polanski como o melhor realizador por “J’accuse”.

“Os Miseráveis” arrecadou também os prémios de melhor ator revelação (Alexis Manenti), melhor montagem e o César do Público.

Já “J’Accuse – O Oficial e o Espião” obteve também o melhor argumento adaptado e o melhor guarda-roupa.

Os dois filmes estavam nomeados para 12 categorias, mas a longa-metragem de Polanski estava no centro de uma polémica, depois de sobre o realizador recair uma nova acusação de violação.

Esta situação levou a que vários grupos feministas se tivessem manifestado contra o reconhecimento do realizador franco-polaco que, na quinta-feira, revelou que não iria à cerimónia de entrega dos prémios Césares, o equivalente francês aos Óscares norte-americanos.

O cineasta, de 86 anos, decidiu não ir à entrega dos galardões por receio de um “linchamento público”, de acordo com um comunicado citado pela agência France-Presse.

A cerimónia dos Césares aconteceu num momento conturbado para a própria Academia Francesa de Cinema, porque a direção se demitiu em bloco no passado dia 14, por causa de críticas à gestão da instituição e pela controvérsia em relação a Roman Polanski.