A ideia do Dia Internacional da Mulher começou nos Estados Unidos, depois do Partido Socialista sugerir organizar o Dia da Mulher. Em 1910, em Copenhaga, na Dinamarca, a professora e jornalista alemã Clara Zetkin sugeriu que esta data fosse comemorada todos os anos.

A data começou a fazer sentido a partir de 1913 quando as mulheres russas começaram a organizar-se para manifestarem contra a carestia, o desemprego e a deterioração geral das condições de vida no país. Operários metalúrgicos acabaram por se juntar à manifestação, que se estendeu por dias e acabou por precipitar a Revolução de 1917. Nos anos seguintes, o Dia da Mulher passou a ser comemorado naquela mesma data, pelo movimento socialista, na Rússia e em países do bloco soviético.

Atualmente, a data é comemorada em mais de 100 países – como um dia de protesto pelos direitos e celebração do sexo do feminino. A data foi oficializada em 1975, instituída como o Dia Internacional da Mulher, pelas Nações Unidas.

É à margem dessa celebração que queremos dar ênfase à música de cinco artistas lusófonas, que usam o microfone para dar voz às suas lutas. São as cinco mulheres mais ouvidas pelos ecléticos jornalistas da redação da BANTUMEN, e principalmente por mim.

Eu, como homem, não gosto nada de saber que existe um dia para comemorar seja lá porque for, por isso quero apenas dar destaque a estas excelentes artistas pelo que são e dão ao seu público, sem olhar ao facto de serem mulheres.

Chong Kwong

È a rapper portuguesa do momento. Tem origens de Cabo Verde, China, Moçambique e Timor , cresceu entre a Buraca, a Damaia e o Cacém, na Linha de Sintra.

Voltou à carga há cerca de um ano, com a faixa “Chong Kwong”, e tem mais duas tracks que já a levaram a vários cartazes de festivais no ano passado e asseguraram a sua presença em alguns este ano.

MAMY

É a rapper angolana com a melhor sonoridade musical de 2019. Tem no repertório o single “Génesis da Miss Skills”, o álbum Génesis, o projeto colaborativo com outras rappers angolanas denominado Rapvolução e o EP Femme Fatale.

A artista já conta com algumas indicações e nomeações para os prémios Top Rádio Luanda, Angola Hip Hop Awards e Angola Music Awards.

Miss Bity

Miss Bity é guineense e faz rap e soul music. Começou a carreira em 2009 e passou por vários grupos musicais como Max100 e Preto Esperto.

Voltou a chamar a atenção quando entrou no single “Bu Sta Ku Mi” de Apollo G e é um dos nomes que faz parte do novo álbum do rapper Phoenix RDC que chega ao mercado no dia 22 de março.

Atualmente, vive em Lisboa e tem feito showcases por várias cidades de Portugal.

Vannize

Nascida em 1993 em Moçambique, Maputo, é cantora e compositora de Soul, R&B e Rap.

Os singles dela encontrados no SoundCloud “Reconquistar” e “Rápido Demais”, mostram um lado rapper muito bom.

Atualmente, tem estado em estúdio para terminar a gravação do primeiro álbum intitulado “Não Sou de Ferro”, um trabalho cheio de histórias emocionantes sobre o amor, a família, a depressão e a vida.

Kelly Veiga

É a artista que mais colabora com Monsta. Nas faixas que podemos ouvir no Spotify, deixa qualquer dia mais meloso e qualquer um mais motivado para continuar a sua jornada.

Faz parte da Atlas Agency, a mesma que gere as carreiras de Toy Toy T-Rex, Rafa G e Diana Lima.

O seu ultimo single é o Replay, está disponível no canal de YouTube e conta com mais de 22 mil visualizações desde a sua estreia no início de Fevereiro