Dizem alguns sábios que o nosso nome representa o que somos. Neovaldo é um nome composto por Neo e Valdo, de origens grega e do latim respectivamente, e que significam novo monarca. É deste artista moçambicano que vamos falar neste texto.

Neovaldo gravou a sua primeira música com 12 anos e, até agora, nunca parou.

Caracterizado pelo seu “estilo cómico e inteligente de mandar barras”, estes dois pontos fizeram com que se destacasse no universo da nova escola da sua geração em Moçambique.

Em 2013, Neovaldo Paulo fez parte de um projeto colaborativo com a artista Rainha da Sucata e Eddie Angel, intitulado Fre-Li-Mu (FREnte de LIbertação da MUsica). A obra homenageava vários artistas da velha guarda e, segundo o rapper, é “uma das melhores mixtapes da (última) década no rap moçambicano”.

Para o artista, os rappers são parte integrante do processo educacional de uma sociedade, “principalmente nos mais novos”. Sobre a sua arte, em específico, Neovaldo procura incentivar todos aqueles que procuram ter bons resultados na vida em geral.

Questionamos o rapper se Moçambique está entre os viveiros do melhor rap lusófono e a sua resposta foi: “Sim, sim, sim, cem vezes”. Contudo, lamenta não haver “um output de trabalho como nos outros países, então acabamos por perder por estarmos atrás em termos de qualidade”.

As suas recomendações sobre o que ouve são: Hernâni da Silva, um dos seus preferidos, Banger, Dygo, Laylizzy, JR e Djimetta. Fora de “Moz”, o rapper gosta de ouvir o luso-moçambicano Plutónio, os angolanos Mobbers, TRX Music, YoungFamily e Paulelson.

Neovaldo abre 2020 com a sua primeira obra a solo intitulada B.O.M – Bom Ou Mau, com um artwork criativo e uma lista de 16 faixas, incluindo o single “Vanessa”, que é uma das suas músicas mais populares e reproduzidas.

O projeto tem as participações de Hernâni da Silva, Dygo, Dice, JR e o rapper assume que “tem músicas para todo o tipo de momento”.

Espera-se que durante o ano, pelo menos três ou quatro vídeos sejam lançados. E sobre essa matéria, o artista revelou-nos ainda em primeira mão que o vídeo de “Vanessa” já está em gravação, e talvez “Falar Mal” venha logo depois, sem querer prometer nada”.

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Carrego a cultura kimbundu nas veias. A minha angolanidade está presente a cada palavra proferida. Sou apologista de que a conversa pode mudar o mundo pois a guerra surgiu também de uma. O meu mantra é "o conhecimento gera libertação e libertação gera paz mental, portanto, não seja recluso da ignorância".