Uma semana depois de ter lançado um comunicado em que erradicava o “high-five”, além de outras medidas de prevenção, a NBA informou nesta quarta-feira que suspendeu por tempo indeterminado a temporada 2019/2020.

A decisão foi tomada depois do jogador francês Rudy Gobert, dos Utah Jazz, de 27 anos, ter testado positivo ao COVID-19.

De sublinhar que, numa conferência de imprensa há alguns dias, Rudy tocou em todos os microfones para “protestar” contra a histeria à volta do Coronavírus. Ironicamente, Rudy é agora o primeiro caso da doença detetado na NBA.

A NBA recomendou que os jogadores de todos as equipas que defrontaram os Jazz nos últimos dez dias como Cavalaries, Knicks, Celtics, Pistons e Raptors, fiquem em quarenta.

No outro lado do Oceano Atlântico, em Itália, o jogador da Juventus Daniele Rugani, de 24 anos, foi diagnosticado também com o COVID-19, apesar de não apresentar sintomas. Dizem os especialistas que “pessoas em tal estado (assintomático) podem transmitir a doença, mas o potencial de contágio é baixo”.

A Juventus usou também as redes sociais para comunicar o sucedido e ativou todos os protocolos de isolamento estipulados pelo governo, incluindo a contagem de pessoas que possam ter tido contacto com o defesa de Turim.

Pelo mundo, até ao momento, já foram registados 4.500 mortos e o número de infetados tem aumentado com o passar dos dias.

No continente africano, os especialistas ainda não sabem a razão de terem sido registados tão poucos casos, apesar da China – onde o vírus teve origem– ser o principal parceiro comercial do continente.

Embora o número oficial de casos no Egito tenha aumentado de dois para 59 no fim de semana, incluindo 33 pessoas que estavam num cruzeiro pelo Nilo, o número de casos permanece baixo.

Na manhã de terça-feira, havia apenas 95 casos oficiais no continente. Togo e Camarões relataram os seus primeiros casos no fim de semana. A disseminação da doença em África é preocupante por causa da fragilidade do sistema de saúde.

Carrego a cultura kimbundu nas veias. A minha angolanidade está presente a cada palavra proferida. Sou apologista de que a conversa pode mudar o mundo pois a guerra surgiu também de uma. O meu mantra é "o conhecimento gera libertação e libertação gera paz mental, portanto, não seja recluso da ignorância".