O Covid-19 chegou em força à Europa e, desde o final do mês de fevereiro, já causou mais de mil mortes.

África, por outro lado, ainda não registou muitos casos de doentes confirmados, e há países, como o Ruanda, que não têm um único caso confirmado. E não é, provavelmente, por acaso que tal se verifica no país dirigido por Paul Kagame. As medidas de prevenção contra o Covid-19 não são radicais, mas têm se mostrado eficazes.

As viagens nos transportes públicos, na cidade de Kigali, tornaram-se “germs free” (em português, livres de germes).

Segundo o New Times Rwanda, antes de entrarem nos respetivos transportes, todos os passageiros têm de lavar as mãos, caso contrário, podem ver ser-lhes negado o direito de viajar.

Esta iniciativa foi introduzida por uma empresa de autocarros, que instalou lavatórios portáteis numa estação de autocarros, de modo a que os passageiros lavem as mãos antes de entrarem nos autocarros.

O Governo do Ruanda também proibiu eventos que reúnam muitas pessoas, como concertos ou eventos desportivos, como uma forma de aniquilar qualquer ponte de contágio.

Para os cidadãos que estão mais habituados a viajar, existe uma equipa médica no aeroporto, que trabalha para controlar cada passageiro.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou, esta sexta-feira, a Europa como epicentro do novo coronavírus, mais de três meses depois de terem aparecido os primeiros casos em Wuhan, na China.

O número de pessoas infectadas desde Dezembro pelo novo coronavírus no mundo aumentou para mais de 137 mil e o número de mortes subiu para mais de cinco mil. Até agora, mais de 69 pessoas recuperaram.