Carylson Alberto é o jovem angolano que fundou o “RAProdutivo”, canal de YouTube que tem como objetivo dar ao público entrevistas, debates livres, listening sessions e o espaço “Solobars”.

A plataforma quer ser uma mais valia do movimento hip-hop em Angola e na lusofonia, apoiando na divulgação de trabalhos de novos e antigos valores do rap feito em português.

Em entrevista exclusiva ao jornal O País, Carylson explicou detalhadamente como o projeto irá funcionar. Em relação às entrevistas, Carylson explicou que as mesmas “consistem numa conversa a dois ou em grupo”, com indivíduos ligados ao hip-hop, também “com vista a obter informações necessárias e exclusivas sobre a figura” em questão.

A categoria “Solobars” é o espaço em que os rappers lusófonos irão mostrar o melhor que sabem fazer. O primeiro episódio, lançado na última segunda-feira, teve como convidado um mestre de cerimónia já bem conhecido do povo angolano, Extremo Signo.

Ao longo da “RAProdução”, Extremo Signo apresenta-se no interior de um bar de Luanda, entre “barras e mais barras” foi mostrando os seus “skills”, tudo inédito.

Além de Extremo, no “Solobars”, o instrumental usado como base foi produzido pelo beatmaker angolano, Walter Py. Na parte técnica do vídeo, a produção executiva teve a assinatura do próprio fundador e C.E.O Carylson, o design ficou a cargo de Mário Mekomo, masterização e mistura por Doraemon Caznuva, direção de Bento Chipula e uma produção de JP Films.

Um dos próximos projetos em carteira da “RAProdutivo” é lançar, ainda este ano, um extended play apenas com vozes de mulheres provenientes de vários países lusófonos, nomeadamente a angolana Khris MC, a luso-cabo-verdiana Mynda Guevara e a brasileira Srta. Paola que. O primeiro single já tem nome, “Resiliência”, e deverá ser lançado em breve.

Carylson confirmou ainda à publicação que é também “uma forma de homenageá-las” e promovendo igualmente a aproximação cultural entre os povos.

Carrego a cultura kimbundu nas veias. A minha angolanidade está presente a cada palavra proferida. Sou apologista de que a conversa pode mudar o mundo pois a guerra surgiu também de uma. O meu mantra é "o conhecimento gera libertação e libertação gera paz mental, portanto, não seja recluso da ignorância".