Ligodó é o nome artístico de Eliandro e Silva, um jovem artista angolano de quem traçamos o perfil neste artigo.

Nascido no final dos anos ’80, Ligodó começou desde muito cedo a ouvir a nata do hip hop internacional, através do seu tio. Tupac e Gabriel o Pensador eram alguns dos nomes que faziam parte da sua “playlist, ainda quando era um miúdo.

As primeiras experiências com o FruitLoops começaram a surgir e as primeiras letras começaram a ser escritas, mas só muito tempo depois é que Ligodó começou a querer gravar as suas composições. A primeira música gravou em 2010.

Várias mixtapes depois, o artista dá-nos Equilíbrio, que considera quase como a sua primeira grande obra. “É a primeira de inéditos, pois, as obras anteriores traziam alguns instrumentais que não eram autênticos”.

Toda a produção de Equilíbrio foi feita por Ligo, como também é chamado, mas também teve os “dedos mágicos” de Smash, Rafa On The Beat e Chris Hamiwest para darem o seu parecer e partilharem o seu savoir-faire na área da instrumentalização.

Segundo o artista, o conteúdo do projeto fala sobre “equilíbrio emocional, físico, espiritual, ou seja, todo um conjunto de fenómenos que nos influenciam diretamente”, explica-nos Ligodó.

A obra contém dez faixas e todas compostas por Ligodó, que gravou nos estúdios do produtor Smash. A mistura foi feita por Daboless nos estúdios da SoMuchMore e a parte do grafismo é de Render.

A última mixtape do rapper, Protocolo Fantasma, em colaboração com Genial, foi lançada há cerca de uma ano.

Ainda no final de 2019, Ligodó lançou também um vídeoclipe, intitulado “Qualé o Problema” com a participação de Daboless.

Carrego a cultura kimbundu nas veias. A minha angolanidade está presente a cada palavra proferida. Sou apologista de que a conversa pode mudar o mundo pois a guerra surgiu também de uma. O meu mantra é "o conhecimento gera libertação e libertação gera paz mental, portanto, não seja recluso da ignorância".