O Twoli Cypher já vai na terceira edição e ao total já conseguiu pôr a dropar 12 rappers angolanos, desde residentes no país e no estrangeiro. Destes 12, dois são rappers femininas, cujo talento não deixa dúvidas.

DJ Ritchelly, que também responde por “The Wolf of Luanda Island”, que forma o acrónimo Twoli, é um nome que não passa despercebido entre os amantes da cultura Hip-Hop angolana, tudo  por causa da sua já longa jornada no que concerne ao apoio, hosts, lançamentos e divulgação de projectos e singles que se tornaram “hits”.

Considerado o Melhor Dj de Hip Hop por duas vezes, no Angola Hip Hop Awards, o carisma de Ritchelly e o empenho que imprime no seu trabalho faz-nos prever que 2020 vai ser um ano de bons frutos para o deejay.

Como tem sido a recepção dos Twoli Cypher ?

R: A recepção tem sido boa, o desenvolvimento do canal e o feedback tem comprovado a recepção positiva do público.

O que podemos esperar do Ritchelly para 2020?

R: Muitos projectos e um crescimento amplo em todos os sentidos. Tenho estado a explorar muito o  lado criativo na área da produção musical..

O Twoli Cypher até agora apenas tem sido feito com emecees a residir em Luanda. Quando pensas sair da capital e alargar horizontes?

R: O cypher foi um projecto criado por mim com ajuda dos meus amigos, Edgar Major e Ken Blanchard. O objetivo é unir emecees, mas dessa vez unir emecees da lusofonia residentes em diversas partes do mundo. Iremos sim expandir o conteúdo para outras províncias de Angola e outros países lusófonos.

Como vês a cena deejaying de Hip-Hop em Angola? Tem dado para pagar as contas?

R: É uma cultura que ainda precisa ser muito organizada e desenvolvida. Quanto à parte monetária, ainda não é capaz de custear uma boa parte das contas.

Qual é o principal objetivo com estes lançamentos?

R: Temos como objetivo a descoberta de novos talentos com grandes qualidades no hip-hop lusófono e proporcionar o entretenimento ao nosso público.

Assiste à terceira edição do T.W.O.L.I. cypher lançado por Dj Ritchelly e que contou com a participação de:

Mabanga Dji, jovem artista licenciado na Rússia em 2019, e que vive actualmente no Bairro Rangel em Luanda.

Kilson Mobinho, artista de 19, estudante do curso de informática, residente do Bairro Rangel.

Axel Ykzs, 17 anos, estudante de Ciências Económicas e Jurídicas, residente do Bairro Nova Vida, Luanda.

Linny C, jovem artista de 19 anos residente no Maculusso, Luanda.