Cabo Verde confirmou o primeiro caso de Covid-19 no país, um turista de nacionalidade inglesa, de 62 anos, que se encontra “clinicamente estável”, segundo um comunicado enviado à Lusa pelo Ministério da Saúde cabo-verdiano.

“Infelizmente, recebemos hoje (19), pelas 22h30, o resultado do primeiro caso positivo do teste de Covid-19″, refere o comunicado, assinado pelo ministro da Saúde, Arlindo do Rosário.

O documento acrescenta que o cidadão inglês chegou à ilha da Boa Vista no dia 9 de março e ao fim de sete dias “iniciou um quadro respiratório, com tosse e febre”.

“O paciente encontra-se, à hora deste comunicado, clinicamente estável e a receber todos os cuidados necessários, para evitar novos contágios e promover a sua total recuperação”, lê-se.

Outros cinco casos suspeitos, nas ilhas de Santiago, do Sal e de Santo Antão “deram resultado negativo”, segundo o Ministério da Saúde.

“Nestas circunstâncias, o Governo de Cabo Verde quer garantir aos cabo-verdianos que todas as medidas de gestão deste novo momento, em que Cabo Verde tem confirmado um caso positivo, foram ativadas e que contamos com o cabal cumprimento por parte dos cidadãos e das instituições, para travarmos a propagação do coronavírus nas nossas Ilhas”, acrescenta o comunicado.

Face ao risco da pandemia de Covid-19, desde quinta-feira, por decisão do Governo cabo-verdiano, e pelo menos até 9 de abril, estão proibidas as ligações aéreas oriundas de 26 países, incluindo Portugal e Brasil.

O Governo avançou ainda com um plano de contingência com fortes medidas de proteção e restrições, como o encerramento dos bares e restaurantes às 21:00, proibição de visitas a lares e aos centros onde estejam pessoas de terceira idade e aos estabelecimentos prisionais e às visitas aos hospitais e outros estabelecimentos de saúde.

Estas medidas, que incluem ainda a antecipação para 23 de março do início das férias escolares da Páscoa, vão estar em vigor por um período de pelo menos 30 dias.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, infetou mais de 235 mil pessoas em todo o mundo, das quais mais de 9.800 morreram.

Das pessoas infetadas, mais de 86.600 recuperaram da doença.

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