Muitos são os movimentos e projetos criados em prol do incentivo à quarentena domiciliar, para todos aqueles que residem em zonas em que o COVID-19 tem atuado ou não.

Angola não registava até há última semana casos da doença mas já incentivava a sociedade a adoptar medidas de prevenção contra o COVID-19. Agora, com um registo de pelo menos dois casos positivos em passageiros provenientes de Portugal, só faz com que o cerco seja mais apertado e as medidas sejam mais intensas para prevenir o alastramento da doença.

Os ministérios da Cultura e da Saúde suspenderam todas as atividades culturais em massa, orientando que os aglomerados tenham somente o número igual ou inferior a 50 pessoas, e decretaram a quarentena nacional de 15 dias a partir do dia 24 de março.

A quarenta já se faz sentir e desde então têm nascido projetos que irão ajudar os cidadãos angolanos, e não só, a não caírem no aborrecimento profundo.

Foi lançado em Angola, na noite de dia 22, um projeto semelhante aos que têm sido realizados ao redor do mundo, como o #EuFicoEmCasa que reuniu artistas lusófonos.

Desta vez, trata-se de #FestivalMúsicaNoKubico que foi feito especialmente para todos os amantes da música moderna, urbana e popular feita em Angola.

O #FestivalMúsicaNoKubico é uma colaboração entre as produtoras Clé Entertainment e LS Republicano, que irá decorrer entre os dias 25 e 29 de março. Ao todo, vão ser realizados pelo menos cinco shows por dia, a partir das 19 horas de Angola.

Os shows terão a duração de 30 minutos e serão transmitidos a partir do Instagram de cada artista.

Farão parte do festival Edgar Domingos, Halison Paixão, Toy Toy T-Rex, Anna Joyce, Yobass, Diva Ary, Ladrick, Filho do Zua, Johnny Berry, Uami Ndongadas e com destaque para Os Calema e Soraia Ramos, os artistas internacionais do cartaz.

Ressaltar que, foi realizada na tarde desta segunda-feira, 23, uma conferência de imprensa pela Ministra da Saúde de Angola, Sívia Lutucuta, comunicando o registo de mais um caso positivo em mais um passageiro proveniente de Portugal que estava em quarentena institucional, contabilizando atualmente três casos positivos no país.

Carrego a cultura kimbundu nas veias. A minha angolanidade está presente a cada palavra proferida. Sou apologista de que a conversa pode mudar o mundo pois a guerra surgiu também de uma. O meu mantra é "o conhecimento gera libertação e libertação gera paz mental, portanto, não seja recluso da ignorância".