“Nzambi” é a nova música colaborativa entre Paulo Flores e o rapper Prodígio. Tal como diz o ditado em kimbundu: “O musambu kéne kuzola, Nzambi ki ivua”, que em português significa “a oração sem amor, Deus não escuta”, Paulo Flores decidiu fazer a sua oração a Nzambi (Deus), clamando por ajuda ao seu povo.

Depois de lançar o single “Njila Dia Dikanga” (Caminhos Distantes), em português), há dois meses, o poeta do semba volta a lançar uma nova música com Prodígio, em mais um rasgo de realidade contundente.

Paulo abordou inúmeros problemas que os “guerreiros da banda” ainda vivem, pedindo para que Nzambi passe por alguns lugares da cidade de Luanda para constatar na primeira pessoa de como se vive naquelas zonas.

Ao contrário de Paulo, Prodígio foi bem mais a fundo, acabando por falar de forma sucinta e clara, de problemas comuns na maior parte das sociedades.

Problemas relacionados à segurança, abuso de autoridade, alcoolismo, problemas pessoais, entre outros, foram enumerados pela voz do rapper da Linha de Sintra.

O videoclipe contou com a produção da Envolve, direcionado por Phil e com a direção artística de Renata Torres.

Nas imagens captadas vemos diferentes partes do país, com destaque para duas personagens, primeiro, uma mulher vestida de preto e no final, um menino residente num dos musseques e que mostra a arte da Tchianda (dança oriunda do norte de Angola).

A letra foi escrita por Paulo Flores e Osvaldo Moniz (Prodigio), foi musicalizada por Paulo Flores, recebendo também a guitarra de Manecas Costa e a viola baixo de Mayo Bass.

Não é a primeira vez que ambos artistas trabalham juntos. Em 2016, no álbum Prodígios, do rapper, Paulo Flores aparece no coro da música “Rádio”, faixa produzida por Laton Cordeiro.

No ano passado, Prodígio e Paulo Flores estiveram em estúdio, o que pode ser indícios de um futuro projeto colaborativo.

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Carrego a cultura kimbundu nas veias. A minha angolanidade está presente a cada palavra proferida. Sou apologista de que a conversa pode mudar o mundo pois a guerra surgiu também de uma. O meu mantra é "o conhecimento gera libertação e libertação gera paz mental, portanto, não seja recluso da ignorância".