Uma semana depois de ter acontecido o fenómeno raro de “Super Lua” e “lua rosa” em alguns pontos no mundo, Crazy Boy decidiu disponibilizar a sua nova mixtape “Eclipse”.

Crazy Boy tem no seu ADN uma mistura que envolve raízes do Senegal, Angola e Rússia, país que o viu nascer nos meados dos anos 90.

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Bang on’em By: @prince.agete

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Residente na capital angolana desde 2001, Crazy contou que deu os seus primeiros passos na música em 2010. “Comecei com Sérgio Faria e Luadário Dallas, meus colegas de escola naquele tempo”.

Juntos, resolveram gravar umas músicas e decidiram disponibilizar nas plataformas digitais que existiam na altura, mas foi em 2012 que surgiu a ideia de criar o grupo SoBlack Gang com os amigos do bairro.

2017 foi o ano em que o rapper decidiu fazer do microfone seu amigo de todas as horas. Crazy fez a sua estreia com o lançamento da primeira mixtape, UK’NÃOOUVISTE. Depois disso, “não parei e no mesmo ano lancei um EP colaborativo com Wilson Puma, intitulado Trutas.”

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Entre segredos e farsas, de uma verdade real até a falsa.

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Quando Crazy fez a sua performance no primeiro show da nova escola do rap angolano, a quantidade de fãs e admiradores ascenderam de forma significativa, o que proporcionou também o lançamento de novos trabalhos, seja de faixas soltas a solo ou com colaborações. As participações em projetos com Emana Cheezy, Rony B, Nello Boy, Lil Drizzy, DJ NC, contribuíram para bastante para a sua projeção.

Não é a primeira vez que o rapper relaciona as suas obras ao único satélite natural da terra. Em 2017, Crazy iniciou uma “saga lunática” com o EP Quatro Noites de Lua Cheia e Última Noite de Lua Cheia.

Quanto ao título da mixtape, Eclipse, lançada na última quarta-feria, “deve-se ao facto de me sentir alguém dotado, abençoado, e iluminado” e que de alguma forma algo o bloqueia. “Alguma coisa não me dá a liberdade de brilhar como devia”, disse.

Com cerca de um ano de preparação para o seu lançamento, a mixtape é composta por 12 faixas musicais, contando somente com a participação de Dennis Pitoso e Jonatham Puma, rappers que fazem parte também da vasta nova escola angolana. Os instrumentais foram produzidos por Eibyondatrack, HumanProd, Pdub, Beldon, nomes já habituais nas obras do rapper.

O rapper coleciona cerca de nove obras já disponibilizadas, entre estas estão projetos individuais como a mixtape Devia Ter Vendido e o EP Um Terço. O EP Trutas, 2/2 com Clyo e a mixtape Som Nas Colunas com o seu grupo SoBlack Gang, são os trabalhos colaborativos.

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