Boss Do Game está numa fase mais madura e de promoção da sua carreira, que já conta com mais de dez anos de caminhada. Com duas mixtapes no currículo, Alma Determinada e Em Direção ao Topo, além do projecto Angola-Portugal com o produtor português Madkutz e o angolano Maybe Joe, Boss do Game dá-nos agora Mavinga, o primeiro projeto de originais.

Nos últimos anos, várias coisas mudaram na vida do artista angolano, assim como na sua música. Yuri Futy, o verdadeiro nome de Boss, nasceu em Luanda e foi criado no Lubango, na província da Huíla. O facto de se ter formado em Comunicação Social tornou-se numa vantagem na criação da sua própria label, a Kingston Records, no Lubango.

Na sua criação artística imprime sempre o que aprendeu nas ruas, onde os freestyles eram o “pão de cada dia”. Na altura, quem mais o influenciava eram os pioneiros Boss AC e Black Company.

Atualmente, apesar da pandemia do coronavírus, Boss continua a trabalhar e prepara-se para lançar o primeiro trabalho de originais, Mavinga. Hélvio, Rasta Ngoma e Maybe Joe são alguns dos nomes angolanos que compõem o projeto, além de Rapshine e Morais V na produção.

Conversámos com o rapper para perceber melhor este álbum e quais os seus planos para um futuro próximo.

Fala-nos sobre o Mavinga e qual a data de lançamento?

Mavinga é um álbum muito diferente. Ainda não tenho uma data certa, mas a altura em que ficou decidido sair para as ruas é em agosto deste ano. Com uma sonoridade diferente, vai ter desde Rap, Trap, Boom Bap, Guetto Zouk de uma forma mais “repada” e ainda o que eu chamo de Rap House.

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Qual o conceito do álbum e qual é o significado que tem para ti?

Mavinga é um município da província do Cuando Cubango (Angola). Esta área teve muita guerra e era a zona estratégica de Jonas Savimbi. Mavinga é muito rica em ouro e diamante. Logo, houve muito massacre devido a toda essa riqueza que o município acarretava.

Houve muito derramamento de sangue e é mais ou menos aquilo que o meu álbum traz. Não no sentido literal, mas figurativo, com um misto de sentimentos, desde alegria, lágrimas, lutas, e de alguma preciosidade.

Como foi feita a escolha das colaborações e dos produtores?

Antes de mais, procurei que o meu álbum fosse uma mistura de sonoridade e musicalidade, que não fosse apenas o rap o foco de todo o LP. Para isso, trabalhei com Morais VW, muito profissional e que toca muitos instrumentos. Optei ainda por trabalhar com quem já trabalha comigo há mais de quatro anos, o produtor Rapshine, mestre em Trap. Quero destacar também que a participação de Helvio em “Distância” e de Selva em “Fica Mal” deram outro toque ao projeto.

Resume-nos a história da Kingston Records e quais os artistas que a integram.

Bem, a Kingston Records já existe há dez anos e sou o CEO. A música sempre esteve presente em mim, então só fazia sentido criar algo meu e onde pudesse agregar outros artistas, como Maybe Joe, Pitter Crouch, Rapshine e o M.idd.

Enquanto o álbum não sai para as ruas, podes ouvir abaixo o novo single do Boss Do Game.

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