Ravelino de Castro é um jovem luandense, de 21 anos, que criou uma API (plataforma online interativa) para ajudar desenvolvedores e a população no geral no âmbito da pandemia de covid-19.

Inicialmente, a plataforma estava voltada para os dados estatísticos oficiais do governo de Angola, para ajudar desenvolvedores a criarem novas plataformas e apps sobre o coronavírus. Numa segunda fase, Ravelino decidiu que queria que a sua plataforma ajudasse a população no geral a detectar e combater atempadamente a doença.

“Reuni conteúdo de diversos especialista para que as pessoas pudessem fazer um diagnóstico online e tivessem acesso às medidas de prevenção”, disse o jovem em entrevista à VOA News.

A aplicação contém cerca de quatro idiomas e permite também que os usuários tenham acesso às “medidas de prevenção da OMS”.

Nos primeiros dias online, além de Angola, a plataforma foi acedida em diversos países como França, Estados Unidos, Brasil, Rússia, entre outros.

O desenvolvedor sublinha que a plataforma não substitui em caso algum o diagnóstico feito pelos profissionais de saúde. “O resultado dos testes não define se a pessoa está realmente infectada e sim a probabilidade”, com base nas respostas dadas pelo utilizador às questões colocadas na plataforma.

Ravelino indicou ainda que uma forma de tornar a plataforma mais abrangente seria “a inclusão da mesma no Internet.org”, que é uma parceria de acesso à Internet gratuita entre o Facebook e outras seis empresas, que está disponível em países menos desenvolvidos, incluindo Angola.

“Outra solução seria a implementação de comandos SMS, para permitir que utilizadores de telemóveis de botão possam ter acesso aos dados, via comando SMS “, acrescentou Ravelino.

Ravelino de Castro cresceu no bairro do Kikolo, nos arredores da capital angolana, e “desde cedo sempre teve muito gosto” em manejar dispositivos electrónicos, paixão esta que acabou por levar-lo a tornar-se num desenvolvedor de softwares.

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Carrego a cultura kimbundu nas veias. A minha angolanidade está presente a cada palavra proferida. Sou apologista de que a conversa pode mudar o mundo pois a guerra surgiu também de uma. O meu mantra é "o conhecimento gera libertação e libertação gera paz mental, portanto, não seja recluso da ignorância".