O jornal Correio da Manhã, em formato online, avançou que o rapper Mota Jr foi encontrado, sem vida, esta segunda-feira 18, numa zona de mato em Sesimbra, arredores de Lisboa.

Mota Jr foi dado como desaparecido pela família no dia 15 de março, depois do rapper ter se encontrado com, alegadamente, outros dois homens no hall de entrada do seu prédio, em São Marcos, na Linha de Sintra.

No local, manchas de sangue foram encontradas, o que indica que Mota terá sido raptado com violência. A Polícia Judiciária (PJ) foi chamada ao local e está a investigar o desaparecimento. 

Desde então, são inúmeros os áudios e imagens que têm circulado nas redes sociais e WhatsApp a divulgar o que poderá ter acontecido ao músico e eventuais envolvidos no caso. As informações não são oficiais e têm sido partilhadas de forma irresponsável, podendo comprometer as investigações das autoridades.

Chegou inclusive a circular a informação de que um suspeito teria sido detido, mas este estava envolvido no caso da morte de um homem de 35 anos no Cacém e não com o alegado rapto de Mota.

Mota Jr, cujo nome de registo é David Mota, tem 29 anos, nasceu a 28 de dezembro de 1991 em Portugal.

Os seus primeiros registos musicais começaram em Londres, Inglaterra, onde viveu parte da sua vida. Foi lá que fundou o grupo Guala Guala Family. “Unstoppable” e “No Bairro Nunca Tou Parado”, de 2008, são os primeiros sons de que há registo do rapper, de acordo com o Genius.

A primeira mixtapePega Discarrega, chega em 2014 e é a partir daí que Mota começa a trilhar o seu sucesso dentro do rap crioulo. O rapper do bairro da Baixada foi, indiscutivelmente, um dos impulsionadores do estilo em Portugal, contribuindo para que o rap crioulo se tornasse mainstream.

O facto de ser branco fez de Mota um alvo fácil de criticas e beefs. Afinal, o rap crioulo existe desde os primórdios do rap tuga e poucos ou nenhum outro artista conseguiu chegar às rádios de massas antes, e muito menos com um gangsta rap cantado na língua de Cabo Verde.

A sua música acabou por conquistar brancos e pretos e chegou a Cabo Verde e Guiné Bissau. A forma como foi recebido em palco, com plateias cheias, mostrou-lhe que estava a fazer o que sabia e bem. 

Em Bissau, encheu o estádio 24 de Setembro, com pelo menos 50 mil pessoas.