Firkidja by Nereide Silva, uma marca que cria representatividade

Nereide Silva, criadora da Firkidja by Nereide Silva e presidente e fundadora da Associação Firkidja.

Firkidja

A crescente necessidade de nos vermos representados na sociedade é um indicador de mudança. Mais do que nunca, sentimos a necessidade de prover às gerações mais novas e futuras modelos que sirvam de inspiração pessoal e profissional, que a maioria dos jovens adultos de hoje não teve durante a infância.

E é dessa necessidade que vemos nascer empreendedores como Nereide Silva, criadora da Firkidja by Nereide Silva e presidente e fundadora da Associação Firkidja.

Há dois anos, a sua filha, na altura com sete anos, perguntou por que razão, com o seu cabelo crespo e pele escura, não podia também ser uma princesa como as que via na televisão. E se a resposta a essa questão é mais complexa do que uma cabeça de sete anos poderia esperar, Nereide decidiu que além de responder, deveria agir. Nasceu assim a Firkidja, uma empresa que cria artigos para crianças e de decoração que promovem representatividade.

Com uma licenciatura em Marketing, para criar este projeto, Nereide teve de sair da sua zona de conforto. “Comecei a fazer algumas pesquisas e eu amo a criatividade, então comecei a sair da minha zona de conforto e fui trazendo para o mundo real o que estava na minha cabeça,” explica-nos sobre o lançamento do seu projeto.

Firkidja em crioulo da Guiné-Bissau significa alicerce. Neste caso em específico, o nome foi inspirado no que os seus filhos representam para si. “Os meus filhos são a minha base, são o meu alicerce para tudo na minha vida”, afirma.

Primeiro surgiu a empresa e em seguida a associação com o mesmo nome. “A associação Firkidja que tem como foco a inclusão de crianças albinas em África. Começámos a atuar na Guiné-Bissau e no Senegal, mas pretendemos visitar mais países.” Uma das últimas ações da associação incluiu um rastreio visual, para detectar problemas oculares em crianças na Guiné-Bissau. Juntamente com uma optometrista, foram também distribuídos óculos a quem revelasse dificuldades visuais.

No Senegal, a equipa de Nereide trabalha com a associação Arobaz Albinos Sénégalais, para realizar no ano passado o Miss Albino, com o objetivo de criar uma plataforma de divulgação para o desenvolvimento da autonomia e empoderamento dos albinos, que em diversos locais em África são ainda marginalizados.

Os seus filhos não foram apenas a alavanca inspiradora para Nereide criar o seu próprio negócio. “Os meus filhos dão-me essa inspiração e eles apesar de novinhos já participam e opinam e obrigam-me a, cada vez mais, ser mais criativa e a subir o nível cada vez mais alto.” Talvez por isso, a palavra inclusão seja a mais importante neste projeto, a Firkidja tem bonecas albinas, com vitiligo e outras em cadeiras de rodas.

Sobre os produtos comercializados pela Firkidja, “são todos criados de raiz, em Portugal”, excepto algumas bonecas. “Somos três pessoas, uma ilustradora, uma costureira e eu”.

As bonecas personalizadas com roupa de tecidos africanos são de coleção e os preços variam entre os 40 e 50 euros. “Temos também canecas e colheres, que estão a fazer sucesso, com os preços entre 10 e 25 euros, e dentro de dias iremos lançar uma coleção lindíssima de pratos e taças.”

Sobre a compra, as encomendas devem ser feitas através das páginas Instagram e Facebook da Firkidja “enquanto aguardamos a finalização do site”. Consoante a disponibilidade do artigo, o pedido é processado enviamos os dados e as normas para o pagamento e, depois do envio do comprovativo de pagamento, o artigo é enviado ao comprador.

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