Sonhador é o adjetivo que Vivaldo Cahenda, aka Mascote do AV, escolheu para o definir. É através da sua arte que surgem os seus sonhos mais ambiciosos: viver do hip hop e conquistar o mundo com as suas obras.

Yuran Tinta, responsável de comunicação da BANTUMEN em São Paulo, Brasil, esteve à conversa com Mascote AV, para perceber como tem sido o percurso do rapper e onde este pretende chegar.

AV nasceu e cresceu no bairro Alvalade, em Luanda, e mergulhou de pés juntos na música há 11 anos, com o grupo Nx Muzik, no Brasil, onde vive atualmente.

Apesar de se ter licenciado em Tecnologia, Análise e Desenvolvimento de Sistemas, AV prefere aventurar-se naquilo que mais prazer lhe dá: segurar um microfone e contar o que lhe está travado na garganta. Contudo, não é fácil subir as escadas do sucesso num país que não é o nosso. “Por mais que o brasileiro tenha admiração pelo teu sotaque diferente, ainda assim a prioridade será um artista brasileiro”, fazendo com que este seja um grande desafio para os artistas estrangeiros.

O seu processo criativo é baseado na intemporalidade. A vida, todos sabemos, é um ciclo infinito. Para AV, assuntos que surgiram há muito tempo podem voltar a ocorrer em outros tempos e, mesmo assim, continuarem a fazer sentido.

 “Amor e Respeito” foi o seu último single extraído da mixtape “10 Faixas” e lançado juntamente com um videoclipe oficial. Na música, AV explica como se sente durante algumas madrugadas de introspeção, através do seu liricismo.

Mascote do AV tem na sua discografia duas mixtapes, Evolução e 10 Faixas, quatro EPs, Coisas do Coração, Liberdade, Parar é Morrer e a recente Coletânea. Esta última conta com as participações de Rick NCP, Denny Abreu, Taliban e Flvcko.

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Carrego a cultura kimbundu nas veias. A minha angolanidade está presente a cada palavra proferida. Sou apologista de que a conversa pode mudar o mundo pois a guerra surgiu também de uma. O meu mantra é "o conhecimento gera libertação e libertação gera paz mental, portanto, não seja recluso da ignorância".