OPA – Oficina Portátil de Artes – é um projeto pedagógico e artístico de raiz intercultural, que dá formação e projeção a novos artistas do hip hop. Promovido há mais de dez anos pela Associação Sons da Lusofonia, este ano, o projeto vai contar com as atuações de Mynda Guevara, pela segunda vez, e de YGMil.

O desenrolar do evento está divido em quatro partes. Começa com uma Open Call, em que qualquer novo artista pode inscrever-se, até ao dia 22 de junho; segue-se um Warm Up (concerto de 15 minutos e uma entrevista), via Instagram, nos dias 6,7, 13 e 14 de junho; uma formação (com Francisco Rebelo dos Orelha Negra, o saxofonista Carlos Martins e outros convidados do mundo do hip hop português) de 6 a 29 de julho para quem aderiu à Open Call e o evento final, OPA 2020, a 1 e 2 de agosto, com a apresentação dos artistas formados.

Se és MC, DJ ou produtor e não estás ainda no circuito comercial podes fazer parte do evento, inscrevendo-te na Open Call através deste formulário, até ao dia 22 de junho. Os artistas selecionados serão anunciados até 29 de junho.

Os projectos seleccionados serão convidados a integrar uma formação na área do hip hop durante o mês de julho. Essa formação culmina na apresentação de cada artista, num formato de concerto ao vivo que será transmitido em direto no perfil de Instagram da OPA a 1 e 2 de agosto.

O Warm Up vai cintar com a apresentação de Estraca e as atuações de Kastiço +, Dimora, YGmill, Puto Kara, May e Mynda Guevara, sendo esta a segunda apresentação da artista no evento.

O organização por trás da iniciativa explica que “este é um momento em que todos os compreendemos a importância da Cultura para a nossa vida comum e para a nossa sanidade pessoal. A nossa sobrevivência depende da Cultura. Os artistas têm mostrado que o seu trabalho, talento e dedicação à arte e aos outros é importante nesta altura em que quase todos estamos fechados em casa.”

A OPA é sobretudo uma experimentação artística contextualizada como um “laboratório criativo”, onde a cultura assume-se como o centro do projeto.

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Carrego a cultura kimbundu nas veias. A minha angolanidade está presente a cada palavra proferida. Sou apologista de que a conversa pode mudar o mundo pois a guerra surgiu também de uma. O meu mantra é "o conhecimento gera libertação e libertação gera paz mental, portanto, não seja recluso da ignorância".