No dia 25 de maio, George Floyd foi barbaramente assassinado à vista de todos. Desde então, as palavras “I can’t breath” (não consigo respirar), ecoam nos ouvidos do mundo inteiro. O mundo acordou para violência e discriminação que continuam a ser perpetradas contra a comunidade negra por uma única razão: a cromática. O mundo uniu-se e está finalmente a “gritar” que as vidas negras importam tanto quanto qualquer outra. Em Portugal não é diferente e, à semelhança do que está acontecer à escala global, no sábado 6 de junho, vai acontecer uma manifestação pacífica com o lema “Resgatar o Futuro, Não o Lucro”.

“Conscientes de que esta luta é uma luta de todos e todas, diferentes movimentos sociais e vários outros coletivos e iniciativas antirracistas, antifascistas e estudantis juntam-se para dizer que, também em Portugal, basta de racismo, fascismo e violência policial! Rejeitamos um sistema que necessita de oprimir e explorar para se perpetuar!”, escreve a organização.

As várias organizações por detrás da iniciativa, SOS Racismo, Brigada Estudantil e Consciência Negra, indicam também que a manifestação vai acontecer à margem do “ocorrido nos EUA e mediante os variados casos (Cova da Moura, Póvoa de Santa Iria, Bairro da Jamaica, Amadora, etc). Consideramos ser essencial uma mobilização em Portugal para dizer não ao racismo e violência policial. Deste modo, surgiu um grupo composto por pessoas negras e racializadas que começaram a operacionalizar esta coluna. Nesse processo verificamos que já estavam a correr outras atividades e no sentido de convergir forças, rejeitando paternalismos, reunimos com eles para que se posicionassem solidários, aliando-se à nossa luta, mas cedendo o espaço e voz aos movimentos negros organizados. Este apelo foi imediatamente atendido e os restantes eventos foram desmarcados.”

A manifestação vai iniciar-se na zona do metro da Alameda, no centro de Lisboa, às 16h45 e a organização apela que as medidas de segurança contra a covid-19 sejam asseguradas com, por exemplo, o porte de máscaras.

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