René Tavares, artista plástico santomense, disponibilizou a sua exposição individual “Migrações e Coisas, Retalhos de uma História Só” num catálogo digital, depois do evento físico, em Angola, ter sido cancelado devido à pandemia de covid-19.

Reflectir sobre o mundo contemporâneo, criar diálogos e imaginar futuros são algumas das principais missões da arte. E é nesta base que surge o projecto “Migrações e Coisas, Retalhos de uma História Só”.

Trata-se de uma colecção de cerca de 40 obras produzidas entre 2012 e 2020, muitas das quais inéditas, apresentando-as, através de dois núcleos distintos e uma variedade significativa de meios que vão da pintura ao desenho, passando pela fotografia e pela instalação.

Separadas pelas séries – “Tchiloli Unlimited”, “Tchiloli Family”, “Thinking About Africa’s Future”, “New Colony of White African and Black European” e “Unknown Portraits – Ritual to Forget Enemies” -, nestas criações o artista explora os temas da migração e do património.

Na visão do autor, os dois assuntos têm sido, ao longo dos anos, motores consistentes de inovação e criatividade na sua produção artística.

René Tavares é formado na Escola de Belas Artes de Dakar, no Senegal, ganhou em 2008/09 uma bolsa na École de Beaux Arts de Rennes (França) para desenvolver as suas pesquisas plásticas naquela cidade gaulesa.

Integrou paralelamente o curso de fotografia do projecto ARC/Rennes e frequentou em 2011 o Mestrado em Ciências de Arte e do Património, na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa. Já expôs em São Tomé, Lisboa, Paris, Bruxelas, Amsterdão, Joanesburgo, Nova Yorque e na China.

René participou em 2008 na exposição coletiva “Africa Now”, em Washington, organizada pelo Banco Mundial, e em 2015 integrou a exposição internacional Lumières d’Afrique, no Palais Chaillot, em Paris – França, sendo um dos mais infleuntes talento artistístico de África.

Atualmente, René Tavares vive e trabalha entre São Tomé e Lisboa e é agenciado pela galeria “This is Not a White Cube”, uma Galeria de arte com foco na representação de artistas contemporâneos africanos e da diáspora, através do seu programa de exposições anual e da participação em feiras de arte internacionais.

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