A plataforma Criterion Colletion, que é responsável pela distribuição de vídeos cinematográficos, apresenta uma coleção de séries de criadores afrodescendentes, com uma subscrição gratuita até ao final de junho.

Com a plataforma de streaming de filmes online desde o ano passado, a iniciativa da Criterion surge numa altura em que a comunidade afrodescendente despertou para a necessidade de representatividade em todos os setores da sociedade.

“Os protestos contra a violência policial contra os negros nos Estados Unidos, resultou no aumento significativo da procura de pensadores, artistas e escritores negros, de forma a emponderar esta herança cultural.”

As recentes coleções que receberam o nome de Voices Of Protest, Pioneers of African American Cinema e os filmes dirigidos pela conhecida diretora liberiana Cheryl Dunye estão incluídos.

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Cheryl Dunye é conhecida pelas suas obras maioritariamente ligadas a questões raciais e sexualidade.

Voice Of Protest é um conjunto de filmes sobre “os movimentos de direitos civis e poder negro” nos EUA. Dentro desta coleção podem ser encontradas as histórias de ativistas como Harvey Milk e Paul Robeson.

Na sua coleção existem oito filmes lançados entre 1990 a 2010, entre os quais estão Vanilla Sex, Janine, Greeting From Africa e The Watermelon Woman. Os registros oferecem comentários com um teor humorístico sobre “as interseções entre a identidade negra e queer”.

The Watermelon Woman é “um marco do cinema pessoal, no qual ela lança um olhar depreciativo sobre o namoro entre lésbicas inter-raciais, nos anos 90, com uma crítica à história da representação afro-americana na tela”.

Em Pioneers of African American Cinema estão reunidos os “capítulos mais fascinantes da história cinematográfica … entre as décadas de 1920 e 1940”.

Os filmes como Body And Soul, The Blood Of Jesus, além de serem protagonizados por atores negros, foram financiados, escritos, produzidos, editados e distribuídos por profissionais negros.

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Carrego a cultura kimbundu nas veias. A minha angolanidade está presente a cada palavra proferida. Sou apologista de que a conversa pode mudar o mundo pois a guerra surgiu também de uma. O meu mantra é "o conhecimento gera libertação e libertação gera paz mental, portanto, não seja recluso da ignorância".