Kobe Bryant fez do Black Mamba um rótulo mundialmente conhecido, mas este é usado além do basquetebol. O nome da serpente africana mais mortífera foi adoptado também por um grupo de guardas do Parque Nacional Kruger, África do Sul, constituído por 33 mulheres que protegem animais selvagens contra a caça furtiva.

Fundado em 2013, o grupo começou com 14 mulheres que residiam numa comunidade próxima à reserva, Phalaborwa, e hoje são 33 na luta ativa em prol da proteção de várias espécies animais.

O nome Black Mamba é uma representação da “força das mambas e a sua rapidez de reação”, explica Valeria van der Westhuizen, gestora de comunicação das guardas.

Com uma forma diferente de combater a caça furtiva, as Black Mamba decidiram criar uma unidade essencialmente feminina, que tem a sua base localizada na Reserva Natural de Balule, no Parque Nacional Kruger, num espaço de cerca 50 mil hectares.

Os rinocerentes são uma das espécies que mais precisam de proteção, considerando estarem em perigo de exinção, visto que é um animal com uma fraca taxa de reprodução. 80% dos rinocerentes no mundo estão em África.

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For this #worldenvironmentday 2020 we would like to share with you a selection of photographs of our Mambas on duty working with or encountering different animals in South Africa and during their visit to @australiazoo. The theme for this year is #Biodiversity. Look around, nature is indeed so diverse and beautiful in its uniqueness be it in #Africa or #Australia or elsewhere. What unites this diversity of animals, plants and other species is…LIFE. Each single specie matters because life matters. Humans are part of animal kingdom, we are part of the problem of the #biodiversity loss, but at the same time, an important part of the solution. @The Black Mambas would like to encourage everyone to step up for nature now because “If we take care of nature, nature will take care of us” (Siphiwe Sithole). @Australiazoo @wildlifewarriors #worldenvironmentday #ForNature #timefornature #wedonthavetime #thetimeisnow #takeactionnow #biodiversityloss #takecareofnature #savenature #savetheplanet #helpwildlife #environment #youarethesolution #youaretheanswer #youarethekey #youarethechange

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Com o lema “If we don’t stop the hunters, who will?” (Se não pararmos os caçadores, quem o fará? – traduzido para o português), as guardiãs dos rinocerontes lutam para impedir a invasão dos caçadores que aproveitam a “calada da noite” para roubar os seus chifres, que atualmente valem mais do que o ouro.

Um dos seus objetivos é educar sobre a importância da conservação animal e recolher informações de moradores sobre a caça ilegal.

Atualmente, as Black Mamba possuem um programa escolar chamado Bush Babies, que é um programa de educação ambiental oferecido a dez escolas em comunidades nas redondezas do Parque Greager Kruger. Realizado semanalmente durante uma hora ao longo do ano académico, a iniciativa conta com a presença de alunos desfavorecidos com idades entre os 12 e 17 anos, sendo esta uma geração que se vai “transformar em adultos competentes e que possam trabalhar de forma construtiva e colaborativa para melhorar as suas comunidades e a sociedade como um todo”.

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Carrego a cultura kimbundu nas veias. A minha angolanidade está presente a cada palavra proferida. Sou apologista de que a conversa pode mudar o mundo pois a guerra surgiu também de uma. O meu mantra é "o conhecimento gera libertação e libertação gera paz mental, portanto, não seja recluso da ignorância".