Apesar da atual situação pandémica que o mundo inteiro vive, muitas são as pessoas que se predispuseram a dar o seu “braço da empatia” criando projetos de cariz solidário para ajudar os mais necessitados, que lutam pela sobrevivência.

Em Angola, na cidade do Lubango, nasceu o “Projeto do Bem”, que foi idealizado pela maquilhadora profissional Nádia Casimiro.

O “Projeto do Bem” visa ajudar a comunidade khoisan, localizada no município do Quipungo, que tem sofrido com a escassez de bens alimentares, produtos de higiene e cobertores, numa altura em que o cacimbo já se faz sentir no país.

Em entrevista à BANTUMEN, Nádia Casimiro explicou que a iniciativa surgiu através da ideia de que “ninguém caminha só”. Assim, decidiu então convidar “alguns amigos que têm sido o pilar desse projeto”.

O processo de desenvolvimento a iniciativa partiu da “necessidade de levar às comunidades mais carenciadas o nosso amor em forma de donativos” mostrando que, “apesar de estarmos todos a passar por uma fase difícil, é sim possível” manter a união e ajudar quem precisa.

A pobreza que atualmente assola aquela região, chegou a Nádia através de uma notícia na rádio, sendo que “mais tarde surgiu uma matéria que nos fez ver que de facto era a comunidade certa” para ajudar.

A relação entre Nádia e a comunidade khoisan já dura há algum tempo. Segundo a artista, em 2015 fez um estágio num lar de terceira idade localizado no município do Lubango, e lá conheceu uma anciã da comunidade que fez com que Nádia se interessasse em conhecer a história dos khoikhoi, passando então “a reunir algumas pessoas e fazer várias doações uma vez por ano”.

Nádia Casimiro pretende levar este projeto a bom porto e mais além, pois a artista acredita que a “solidariedade e amor não têm época”.

Para contribuíres ou pedir informações sobre a causa basta entrar no perfil Nadeline Spa (@nadelinespa) no Instagram. O ato de doação principal vai acontecer no dia 13 de julho.

Os khoisan é a denominação que torna única dois grupos étnicos do sudoeste africano que possuem uma característica física diferente da maioria do grupo etnolinguístico na qual pertence, os bantus. Por um lado, temos os khoi, que se dedicam a pasteurização e por outro, os san que são conhecidos por bosquímanos que se dedicam à caça e colheita de alimentos.

Em Angola, os khoisan podem ser encontrados na província do Namibe, Lubango, Kuando Kubango, entre outras.

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Carrego a cultura kimbundu nas veias. A minha angolanidade está presente a cada palavra proferida. Sou apologista de que a conversa pode mudar o mundo pois a guerra surgiu também de uma. O meu mantra é "o conhecimento gera libertação e libertação gera paz mental, portanto, não seja recluso da ignorância".