Menos de um ano depois de terem disponibilizado os álbuns É confidencial’’, Estado da Nação, CD Pirata e o mais recente Anjos e Demónios, numa conversa descontraída com a BANTUMEM, Naice Zulu revelou que vai lançar mais três álbuns a solo este ano. No mínimo.

Naice é um dos rappers mais mediáticos do hip hop angolano, conhecido pela sua frontalidade. Nesta altura de reconfinamento que se vive em Angola, o artista continua a inspirar-se no quotidiano do povo, para refletir a realidade sócio-económica e política de Angola de forma satírica.

Durante a nossa conversa, Naice afirmou não se sentir realizado, profissionalmente, visto que ainda não conseguiu influenciar o suficiente a sociedade angolana. “Não me sinto realizado ainda porque o meu objectivo não é fama, ser um artista de renome, o meu objectivo como músico é ser alguém que consegue dar luzes à sociedade e contribuir em todos os setores rumo ao desenvolvimento’’, afirmou.

Sobre o estado do hip hop nacional, Naice é de opinião que está nas mãos de “gente que não tem uma visão futurística, porque há quem hoje em dia ainda olha para a arte de forma a tirar rendimento com a imagem, pensando apenas na perspectiva de entrar para o movimento em busca de fama”, considerando que esse não pode ser o único objetivo quando chagamos à maturidade dos 30 anos de idade.

Polémico como só ele, o rapper falou ainda sobre a prostituição que alega fazer parte da catapultagem de algumas carreiras.

Para além da música, o rapper tem anunciado também a sua linha de T-Shirts com frases de algumas das suas músicas mais célebres.

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